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Entretenimento
Repertório de clássicos

Cantor Guilherme Arantes quer surpreender o público em show no Amazonas

Músico paulista apresenta hoje show intimista em comemoração aos 40 anos de carreira , no Centro de Eventos Amazonas Shopping, às 22h 25/05/2016 às 10:00
Show guilherme
Guilherme traz no repertório canções clássicas para a MPB / Foto: Divulgação
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Ele é um dos ícones da Música Popular Brasileira, compositor de diversas canções que marcaram não só as trilhas das novelas, mas também a memória dos brasileiros.  O cantor Guilherme Arantes, apresenta nesta quarta-feira (25) o show que comemora seus 40 anos de carreira. Ao som de voz e piano, a apresentação ocorre no Centro de Eventos Amazonas Shopping, a partir das 22h.

À reportagem, Guilherme garante que haverá diversas surpresas para o público amazonense, na qual admite “adorar rever”. Na oportunidade, o músico conta como foi o processo de criação do seu  recente trabalho, o álbum “Condição Humana”, e adianta: “Neste ano vamos amarrar a história dos 40 anos com uma caixa comemorativa de CDs e um grande documentário em vídeo que deve surpreender bastante, pelo formato e pela realização super detalhada”. Confira abaixo a entrevista com o cantor paulistano:

Seu último álbum, o Condição Humana, traz um resgate vintage e de certa forma, uma “liberdade” em falar o que pensa a respeito do sistema banal que está ao nosso redor. Baseado na crise que você passou, como é se sentir 20 anos mais novo com esse álbum?

Foi um resgate da inconformidade. Esse disco me deu muitas alegrias, mas a principal foi a receptividade de crítica. Não é fácil a passagem dos anos pra ninguém, mas a juventude do pensamento dá uma perspectiva de tudo valer a pena.

Compor “Condição Humana” foi diferente, principalmente se levarmos em conta a carga emocional, e não se esquecendo da razão na qual ele é carregado?

Teve muito a ver com um vigor estético, uma concisão, uma objetividade, e principalmente um corte, um gume afiado nas letras.

Você já viveu o ápice da carreira como artista ou ainda tem mais sonhos, desejos e até outros álbuns a compor que te proporcionarão essa realização? Ou seja, tem novidades vindo por aí?

Mais para o final do ano vou abrir de novo a artesania, acho que o começo do ano que vem é uma boa época pra vir com um novo de inéditas. Este ano, vamos amarrar a história dos 40 anos com uma caixa comemorativa de CDs e um grande documentário em vídeo que deve surpreender bastante, pelo formato e pela realização super detalhada.

De todos os seus discos, tem algum que você o considera mais, ou até que te marcou mais em relação aos outros, do ponto de vista da composição?

Foram vários em pé de igualdade. O primeiro de 1976, o ‘Romances Modernos’, o ‘Crescente’, e  ‘Condição humana’, são os mais densos. Sendo que o Condição Humana se alinha muito com o Coração Paulista, que foi um disco ‘maldito’, ou mais radical, portanto com uma beleza especial. Mas olhando em perspectiva, eu gosto da minha discografia, pra mim é mais fácil enumerar os que ficaram abaixo  em inspiração... São menos numerosos, mas existiram e eu sei bem porquê... A criatividade é muito oscilante, flutua muito ao sabor dos acontecimentos na vida da gente. Não há como manter um padrão muito estável, e aí é que está toda a graça de correr os riscos...

Depois desses 40 anos, muitas mudanças ocorreram no meio musical, (tanto na sua carreira como no próprio meio); Como lidar com essa nova geração que às vezes não curte muito a música pensante e reflexiva? De que forma é possível atraí-los?

Pra falar a verdade, não me preocupo muito em forçar uma “atratividade”.  Há uma hora em que você relativiza essas estratégias.

Durante o seu show aqui em Manaus muitas canções consideradas clássicos para a MPB, entre elas as que foram trilha sonora de novela, serão tocadas. Como foi para escolher o repertório?

Olha, vão estar todas as “famosas”, e muitas outras que são especiais para mim porque deixaram significados.

Falando nisso... Apresentar um show intimista ao som de voz e piano em comemoração aos 40 anos de carreira te remetem quais significados?

É bom ter a flexibilidade no repertório, até pela quantidade de músicas da carreira. Poder revisitar as músicas menos óbvias também, não ficar circunscrito nos grandes sucessos. Poder fazer parte da vida das pessoas, da história das vidas delas, é o maior prazer que existe.

Ainda sobre o show, haverá algum momento especial, na qual seus fãs podem esperar?

Ah, tem várias surpresas que quem é mesmo fã vai adorar. Poder voltar a Manaus é um privilégio, adoro a cidade e o público amazonense.

Perfil

Guilherme Arantes nasceu  em 28 de Julho de 1953, em São Paulo, na Pro Matre (bairro da Bela Vista). Lançado na mídia em meados de 1976 quando estourou nas rádios com a canção ‘Meu mundo e Nada Mais’, tema da novela Anjo Mau. Inspirações do artista são Ray Charles, Milton Nascimento e o Clube da Esquina, e The Beatles.

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