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Habemus Bienal: Secretaria de Cultura do AM diz que evento deve ser realizado em setembro

Nas últimas semanas, os artistas plásticos e visuais amazonenses vinham se articulando em reuniões cada vez mais frequentes que tinham como pauta principal a preocupação com a Bienal. A proximidade da data marcada e o silêncio da SEC acerca do evento incomodavam a classe 14/07/2013 às 16:34
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Artistas como Manausmacaco, Turenko Beça e Otoni Mesquita já têm trabalhos em fase de produção
Omar Gusmão Manaus, AM

Nem foram necessários atos públicos ou manifestações mais eloquentes. Ao que tudo indica, a Bienal de Artes Plásticas do Amazonas vai acontecer nos próximos meses (calcula-se que será em setembro), como havia sido previsto pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC) desde o ano passado.

Nas últimas semanas, os artistas plásticos e visuais amazonenses vinham se articulando em reuniões cada vez mais frequentes que tinham como pauta principal a preocupação com a Bienal. A proximidade da data marcada e o silêncio da SEC acerca do evento incomodavam a classe.

“Já tínhamos começado a produzir e queríamos saber se iríamos ter onde mostrar”, justifica o artista Manausmacaco. Alguns mais exaltados já falavam em queimar a produção em praça pública como protesto. Não foi preciso.

Numa reunião convocada na quarta-feira “para passar o pente-fino nos editais do Proarte”, o secretário Robério Braga foi interpelado pelos artistas plásticos e tranquilizou a maioria: a bienal vai acontecer.

“Estamos no processo de tramitação na Comissão Geral de Licitação (CGL). O projeto técnico está todo pronto. Estamos na finalização do processo administrativo”, disse o secretário em entrevista a A CRÍTICA.

Segundo Braga, o evento deve acontecer no mês previamente estipulado. “Não estou pensando em mexer em nada. Ainda estamos dentro do cronograma. Depois que concluir o processo na CGL, vamos nos reunir com os artistas para apresentar o projeto técnico”, disse.

O artista Manausmacaco foi um dos que se tranquilizaram após o encontro com o secretário. “Achei ele muito disposto a realizar o evento. Elogiou bastante o corpo técnico dos produtores. O projeto empacou num pequeno detalhe técnico, burocrático, de documentação. Mas, foi dito publicamente que haverá bienal”, disse. Segundo Manausmacaco, os artistas já começaram a produzir para o evento. “Eu produzi um trabalho multimídia. É uma surpresa”, conta.

Piracuí

Turenko Beça também saiu otimista do encontro com o Robério Braga. “Acho que a bienal vai rolar. Estamos trabalhando para isso. Na reunião com o secretário foi dito que faltam apenas uns acertos jurídicos”, disse Turenko, que também já está produzindo para o evento.

“Minha produção é toda com resina acrílica e piracuí de bodó. É o projeto ‘Conservas e conservação”, de 1991.

‘Sou muito realista’

Também presente à reunião com o secretário Robério Braga, Otoni Mesquita não saiu tão otimista quanto seus colegas. “Posso estar redondamente enganado, mas é uma maneira de perceber a questão”, diz. “Já passa do meio do ano e não tivemos nenhum contato da curadoria. Isso é, no mínimo, muito estranho”, diz o artista, que confirma a versão de que, segundo o secretário, o projeto está pronto e apenas pequenos detalhes “estão pegando”.

Otoni faz questão de deixar claro que não torce contra, mas diz não conseguir deixar de questionar certos aspectos. “Eu não sou pessimista, me acho realista”, diz.

“Estou interessado. É uma expectativa. A pré-Bienal pode não ter sido o evento mais espetacular do mundo, mas teve um significado muito importante para mim. Agora, se não fomos consultados por uma curadoria, como que vamos participar de uma bienal?”, questiona Otoni Mesquita.

“Está tudo num plano muito vago. Acho um pouco remota a possibilidade para esse ano, mas, se acontecer, vou achar maravilhoso”, diz o artista.

Pré-Bienal

A Pré-Bienal de Artes Plásticas do Amazonas foi realizada de 30 de março a 30 de maio de 2012, antecipando o evento deste ano. A iniciativa reuniu no Povos da Amazônia obras e projetos de mais de 30 artistas, e prestou tributo a Di Cavalcanti, Burle Marx e Hahnemann Bacelar.

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