Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Vida

Hadna Abreu estreia exposição 'Linhas do Tempo'

O público pode visitar a Galeria do Largo, de terça a domingo, das 17h às 21 horas.  A mostra segue até o dia 15 e a entrada é gratuita.  



1.jpg Hadna disse ter se inspirada em seus avós para compor trabalho
03/07/2013 às 13:19

Como forte representação do percurso da vida, as linhas são um ponto em movimento para a artista plástica Hadna Abreu, 24, que estreia sua primeira mostra individual no universo artístico, na Galeria do Largo, nesta sexta-feira, a partir das 19h.

A exposição “Linhas do Tempo” segue a política do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, em valorizar e estimular a produção cultural e artística no Amazonas. O público pode visitar a Galeria do Largo, de terça a domingo, das 17h às 21 horas.  A mostra segue até o dia 15 e a entrada é gratuita.   

Artista sensível e de uma nova geração do Amazonas, Hadna inspirou-se nos avós (Terezinha, Naasson e Lúcia) e utilizou-se da arte urbana para desenvolver a temática das marcas do tempo nos indivíduos. 

“Essa é a minha primeira exposição individual e numa galeria importante, cobiçada pelos artistas da cidade. Eu ainda nem estou acreditando”, revelou Hadna, que é estudante de Artes Plásticas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

De acordo com o curador da exposição, o artista plástico Turenko Beça, apesar da pouca idade, Hadna tem uma linguagem própria e faz uma obra muito poética.

“A artista pinta os ‘velhinhos’, seus devaneios e coisas que eles gostariam de fazer, ressaltando a passagem do tempo, não só fisicamente, mas também as marcas que o tempo deixa na alma de cada um”, disse.

Do papel aos muros

A exposição é composta por cerca de 40 peças, entre esculturas, ilustrações em papel, pinturas em afresco e pôsteres lambe-lambes. Segundo Beça, a técnica lambe-lambe é uma forma de intervenção urbana da streetart e se diferencia do grafite porque o artista leva a obra pintada para a rua e cola onde deseja expor o trabalho.

“Meus velhinhos”

Para a artista, além da mostra em si, as obras chamam atenção pelo lado social que elas despertam em quem vê. “As obras envolvem sentimentos, lembranças. Os meus velhinhos podem fazer alguém se lembrar dos seus velhinhos também; as histórias vividas, as suas dependências e o cuidado que eles merecerem ter”, contou Hadna.


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