Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
Vida

Histórias de mudança de vida que servem de inspiração para 2016

A reportagem compila histórias de pessoas que viram a chance de viver um ano totalmente diferente



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O casal Taysa e Bruno Abinader se aventuraram em trocar o Brasil pela Finlândia
06/01/2016 às 16:16

“Para ganhar um Ano Novo, que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo”. Não sou eu dizendo, é Carlos Drummond de Andrade. A essa altura do campeonato, a máxima do “Ano Novo, vida nova” é um clichê, mas é fato que muita gente trabalhou e se arriscou para transformá-la em uma realidade.

Nesse espírito de renovação que a virada de ano traz, a reportagem compilou histórias de pessoas que viram a chance de viver um ano totalmente diferente e embarcaram nela. Quem sabe uma delas não inspira você?

Bruno Abinader

Inspirado por uma temporada fora do país em 2011, Bruno Abinader foi de mala e cuia para a Finlândia em 2015. “Era o momento ideal para experimentar um ritmo de vida diferente. Sou formado em ciência da computação e este ramo oferece muitas opções de emprego, tanto no Brasil quanto no exterior. Soube aproveitar as oportunidades que a vida me proporcionou e por isso decidimos, eu e minha esposa Taysa, que a mudança para a Finlândia não era apenas bem-vinda, como necessária para a expansão das nossas experiências”, contou.

Depois de um breve período no país nórdico em 2013, que serviu como um teste, veio uma proposta de emprego no final de 2014, o que o levou a colocar seu plano em ação.

“Minha esposa possui dupla cidadania luso-brasileira, o que facilitou a aquisição da autorização de residência na União Europeia. Após a aceitação da proposta, vendemos parte de nossos bens pessoais em Manaus, assim como deixamos nosso apartamento disponível para locação. Nessa transição, tivemos o apoio da família e amigos em Manaus, assim como de amigos brasileiros morando na Finlândia”, relembrou Bruno.

Ele comentou que a experiência tem sido muito agradável, em boa parte por conta da praticidade dos lares finlandeses e dos excelentes serviços públicos oferecidos no país que dispensam itens como carro e diarista, desejáveis no Brasil.

“No Brasil, perdíamos uma boa parte de nosso tempo parados no trânsito, e nos preocupávamos muito mais com questões como segurança e qualidade de vida. Hoje, deixamos alguns hábitos como depender de um carro para se locomover - tenho uma bicicleta e ando de ônibus e metrô - para trás, assim como o medo de assaltos e abraçamos um estilo de vida mais simples e prático”, concluiu.

Káren Berlt

O sonho de fazer faculdade de dança foi o que trouxe Káren Berlt do Rio Grande do Sul a Manaus. A gaúcha, no entanto, já era acostumada a mudanças: antes de vir para a capital amazonense, ela já tinha deixado o estado natal pelo Acre por conta dos pais e já tinha feito o caminho de volta para cursar faculdade de fisioterapia.

“Meus pais ficaram em Rio Branco quando voltei e comecei a faculdade. De lá, eles vieram para Manaus e me disseram que aqui tinha uma faculdade de dança. Como eu sempre quis fazer, acabei deixando o Rio Grande do Sul para vir para cá”, explicou Káren.

Ela começou a fazer dança na UEA, mas continuou cursando fisioterapia, que acabou concluindo. “Mal terminei a faculdade, eu comecei a atender nos fundos da minha casa. Em menos de um ano, eu decidi transformar todo o lugar em um centro de qualidade de vida. Todas essas foram decisões muito rápidas [risos]”, comentou a fisioterapeuta.

O centro, chamado Knesys, tem um time multidisciplinar e, por conta da prévia experiência de Káren como bailarina, atende muitos profissionais das artes de Manaus, segundo ela.

“Acabei não concluindo a faculdade de dança porque as coisas seguiram outro rumo, mas acabei ficando em Manaus. O clima daqui é muito diferente do que o do Sul e as pessoas aqui são mais receptivas. Me identifico mais com as coisas daqui do as do Sul e hoje me considero mais amazonense do que gaúcha”, disse.

Bianca Falconi

Após a mãe se casar com um carioca e decidir mudar de cidade, a amazonense Bianca Falconi teve que optar em ficar em Manaus ou ir atrás de novas oportunidades de estudo e trabalho. Após os preparativos para a viagem, em janeiro de 2015, ela e a família viajaram cerca de 4.374 Km até a cidade maravilhosa para recomeçar a vida. “A mudança em si foi o mais fácil, o mais difícil foi encontrar um apartamento que coubesse toda a família e que tivesse uma boa localização”, revela.

Depois de transferir o curso, a estudante de Direito agora frequenta o IBMEC e pretende segui a carreira do direito empresarial. Para ela, a principal diferença entre as duas capitais está no transporte.

“Aqui tudo se faz andando ou de bicicleta, uso o metrô pra ir pra aula e juro que não tem preço não ficar presa em engarrafamento como acontecia em Manaus, onde eu precisava do carro pra fazer tudo”, comemora. Passado o período de adaptação e depois de fazer amizades acolhedoras, Bianca diz já se sentir em casa. “A experiência de ser carioca tá sendo incrível, agora eu entendo o porquê de ser considerada a cidade maravilhosa”.


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