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Homens preferem tratamentos discretos e duradouros, aponta especialista da estética

De acordo com o Dr. Ilner Souza, o público masculino hoje representa 30% da frequência mensal na clínica DaPele: esse número era três vezes menor há dez anos 26/03/2016 às 17:04 - Atualizado em 27/03/2016 às 17:50
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O cirurgião plástico Euler Ribeiro Filho (Climege) e o dermatologista Ilner Souza (DaPele)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Brad Pitt, ator, 52 anos: lifting facial e uma aplicação de botox ao redor dos olhos para suavizar as linhas de expressão. Essas são apenas algumas intervenções que o marido de Angelina Jolie fez recentemente para aparentar uma pele mais firme, segundo divulgou a revista Star. Pitt é mais um exemplo de como os homens há muito deixaram a vergonha em casa e passaram a entrar nas filas da cirurgia plástica e dos tratamentos estéticos.

De acordo com o Dr. Ilner Souza, por exemplo, o público masculino hoje representa 30% da frequência mensal na clínica DaPele, localizada no Vieralves - esse número era três vezes menor há dez anos. “Isso se deve a uma quebra de paradigma, com certeza. Antes, essa questão do cuidado com a beleza e a juventude era uma coisa tida como feminina, era quase um demérito para o homem procurar um tratamento estético”, afirma.

Segundo o dermatologista, fatores como mercado de trabalho têm contribuído para essa virada no jogo. “O homem não se importava muito também porque não havia uma cobrança. Hoje em dia, pelo próprio meio social em que ele vive, o homem busca ficar com uma aparência boa”.

Um dos procedimentos mais requisitados atualmente, de acordo com Souza, é o Fotona 4D, laser usado para o rejuvenescimento facial. “Ele é indicado para trabalhar a flacidez e as rugas tanto na face quanto no pescoço. Em geral, são três sessões por ano e ele tem sido muito usado aqui porque praticamente não tem downtime, que é o tempo de recuperação”.

Os pacientes mais frequentes da clínica estão na faixas dos 30 aos 60 anos, mas o Dr. Ilner também atende adolescentes incomodados com as espinhas e as estrias. “A procura nessa faixa de idade está crescendo na medida em que eles têm mais informação sobre os tratamentos existentes”.

Lipo no topo

De acordo com o cirurgião plástico Euler Ribeiro Filho, o que mais leva os jovens à Climege, clínica no Vieiralves onde ele atende, é a ginecomastia, ou crescimento anômalo do tecido das mamas. A lipoaspiração é outro procedimento bastante realizado lá.

“Na idade adulta, com certeza os mais procurados são a rinoplastia e também a lipo para retirar as famosas ‘cartucheiras’ e gorduras localizadas difíceis de perder. Dos 35 anos em diante, os tratamentos mais comuns são o de calvície e retirada de excesso de pele da pálpebra superior, além do nariz e da lipo”, completa.

Já os quarentões que começam a se preocupar com os sinais da idade, segundo o cirurgião, são o público que mais faz reposicionamentos do excesso de pele do rosto, lipos de face e pequenos enxertos de preenchimento de sulcos. “Nessa faixa de idade também realizamos com frequência a lipo e a abdominoplastia, que remove o excesso de gordura e flacidez do abdômen”.

Tempo é um fator decisivo

Ainda que o aumento da presença de pacientes homens nas clínicas de cirurgia plástica e estética seja uma tendência, eles costumam chegar com as mesmas dúvidas das mulheres, segundo atesta o Dr. Euler Filho. “A diferença é que eles costumam ir acompanhados, então tem sempre alguém para dar esse apoio emocional”.

“Nas cirurgias, é normal eles terem um pouco mais medo, daí a necessidade de ter o suporte de alguém para tomar a decisão, mas o público masculino aceita até melhor as recomendações do pós-cirúrgico”, completa o especialista. 

O Dr. Ilner destaca outra característica do público masculino: a fidelidade ao serviço. “Enquanto a mulher tende a buscar novas experiências e serviços, quando o homem gosta do atendimento de uma clínica ele vem regularmente”, diz.

Uma preocupação constante, segundo ele, é que o resultado do tratamento seja o mais natural e dure o máximo de tempo possível. Nesse aspecto, o botox perde pontos porque seu efeito dura cerca de seis meses. “O homem prefere o procedimento que não o impeça de trabalhar no dia seguinte, evitando que haja constrangimento de ter que se explicar”.

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