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Implante hi-tech - Novo robô é aliado no combate à calvície

--- 08/08/2015 às 10:10
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No geral, a calvície atinge quase 50% dos homens e 5% das mulheres
Andreza Cunha Manaus (AM)

“O calvo/careca pode até não assumir, mas a maioria já fez sim tratamento caseiro, usou algum medicamento e sempre que você chega para contar uma novidade sobre tratamentos ele já sabe sobre o assunto”.  A afirmação que tem tom de relato pessoal é do cirurgião plástico Israel de Oliveira. 

Atualmente cursando especialização na área capilar nos Estados Unidos, ele afirma que é possível em alguns casos reverter a situação por meio de tratamentos com medicamentos, mas há casos em que a única alternativa são os  implantes capilares, sendo o transplante com robô uma das técnicas mais inovadoras.

“Já fiz tudo o que é possível imaginar e fiquei ciente da existência do robô em uma viajem aos Estados Unidos, onde vi uma propaganda em uma revista que dizia: ‘a cabeça é sua e a escolha é sua também’, e isso me chamou a atenção tanto pessoal quanto profissionalmente”, declarou ele, que está trazendo a técnica para Manaus a convite da médica dermatologista Montaha Jasserand. 

“O transplante capilar com robô é uma tecnologia de ponta em favor da saúde e da melhora da autoestima. Ele é feito sem cortes não deixa cicatrizes”, explica a dra. Montaha. 

O procedimento é realizado por meio do robô “Artas”, mas a especialista chama a atenção para a necessidade de procurar a ajuda profissional. “É muito importante que antes de qualquer tratamento, a pessoa que deseja deixar a calvície de lado marque uma consulta com o dermatologista. Depois de um estudo sobre a calvície do paciente é que os dois profissionais - dermatologista e cirugião plástico - vão atuar juntos”, declarou a médica.

A queda de cabelo tem mais de 200 causas hoje em dia. Dependendo da causa, o tratamento pode ser apenas clínico e não necessitar do transplante. “Pacientes com anemia, mulheres no pós-parto, hipotireoidismo e o mais comum, a dermatite seborréica (a caspa), que tem relação com o emocional, são situações que não precisam chegar no transplante. Mas quando é uma causa genética, que ocorre na maioria das vezes em homens, é necessário ser tratada de forma diferente. Dependendo do grau da calvície e se o paciente não quer assumir a careca, ele é encaminhado para fazer o transplante capilar”, explicou Montaha.

Manual X robótico

Com o robô, o médico não precisa mais retirar manualmente fio por fio. Em média são retirados do próprio paciente cerca de 1.500 fios em cada transplante capilar. Essas “mudas” são implantadas nas partes em que o fio não está nascendo.  Outra vantagem do robô é a precisão na retirada das “mudas” e na escolha. Primeiro é feito um escaneamento para escolher a área que vai ser trabalhada.

O aparelho identifica os enxertos, o ângulo do cabelo, permitindo ao médico determinar os tipos de enxertos que ele quer ter e o robô executa as tarefas de uma maneira eficiente, precisa e com o mínimo dano, permitindo que o paciente se recupere mais rápido.

O transplante realizado com o Artas é feito sob anestesia local e sedação e raramente sente-se dor após o procedimento. O tempo do processo depende da quantidade de cabelos a serem implantados, mas variam de seis a nove horas consecutivas.

O tratamento será exclusivo na Clínica Dra. Montaha para o Norte. “Não estamos apenas trazendo um equipamento. Estamos nos qualificando ainda mais para implantar o centro de tratamento capilar do Norte do Brasil”, explica Montaha.

Saiba mais

A estimativa é a de que a calvície atinja 10% de homens entre os 20 e os 30 anos e que, de cada dez homens com menos de 70 anos, oito apresentem predisposição como fator hereditário. No geral atinge quase 50% dos homens e 5% das mulheres. A Organização Mundial da Saúde diz que metade  dos homens do planeta terá algum grau da disfunção até os 50 anos.

Vale lembrar que o implante não substitui o tratamento. Alguns pacientes acreditam que só implantar resolve. O cabelo tem uma queda natural para se renovar, e isso pode acontecer com alguns fios implantados.

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