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'Desenhos da Amazônia'

Instituto Amazônia lança livro para colorir reunindo desenhos do artista Moacir Andrade

Livro traz desenhos como construções históricas, paisagens naturais, monumentos, festejos, entre outras cenas. Instituto distribuirá 10 mil cópias em escolas públicas com objetivo de valorizar patrimônio imaterial 15/07/2016 às 21:53 - Atualizado em 16/07/2016 às 18:18
Show moacir
Paisagens, monumentos e tradições foram registrados pelo artista (Foto: Divulgação)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Aos 89 anos de idade, o artista plástico Moacir Andrade dá mais uma contribuição para a cultura amazonense. Alguns desenhos dele foram reunidos em um livro para colorir editado pelo Instituto Amazônia, que distribuirá 10 mil cópias da obra em escolas públicas da cidade como parte de uma campanha de valorização do patrimônio material e imaterial de Manaus.

Contando de forma lúdica a história e a dinâmica social do Amazonas, o livro “Desenhos da Amazônia” traz uma breve descrição sobre cada cena retratada, desde construções históricas e paisagens naturais até monumentos, festejos, manifestações religiosas e grupos de trabalhadores.

“Muitos jovens de hoje não sabem o que representa o Paço Municipal, a Matriz, o Mercado e outros prédios que foram retratados pelo Moacir na época do seu esplendor e que hoje estão sendo restaurados aos poucos. Nosso objetivo com essa coletânea de desenhos é fomentar a valorização da cultura e da identidade local”, justifica o diretor-presidente do Instituto Amazônia, Paulo de Castro.

O livro foi lançado no fim de 2015 durante o evento “Portas do Passado Abrindo as Janelas Para o Futuro”, promovido pelo instituto, mas foi na última quarta-feira que Moacir pôde dar o pontapé à difusão da publicação entre os alunos de Manaus. E esse segundo lançamento foi o que se pode chamar de histórico – o local escolhido para o momento foi a Escola Estadual Ribeiro da Cunha, no Centro da cidade, onde o artista cursou o primário.

“Há 80 anos o Moacir não visitava o colégio. Ele ficou muito emocionado e presenteou a escola com uma distinção que recebeu da secretaria de educação da época, em 1935, como o melhor aluno daquele ano”, contou Paulo. No dia 29 de julho o artista voltará à escola para conferir uma exposição com os desenhos já coloridos pelos alunos.

Conhecimento

Segundo Paulo de Castro, o Instituto Amazônia também pretende buscar o apoio de acadêmicos de arquitetura e pedagogia para o desenvolvimento da campanha de educação patrimonial.

“A ideia é abordar as obras retratadas no livro por meio de uma linguagem técnica dessas áreas, apresentando aos alunos as profissões que existiam em Manaus na época que o Moacir produziu os desenhos, os estilos arquitetônicos encontrados na cidade, etc. Então não se trata apenas de fazer a distribuição do livro, mas acompanhar as discussões que ele pode suscitar”.

Obra vasta

Moacir é reconhecido por ter construído uma sólida carreira levando o Amazonas em forma de pintura mundo afora. Por meio de suas telas (mais de 10 mil), os cenários típicos amazônicos, retratando sua infância passada no beiradão do rio Solimões, em Manacapuru, no interior do Amazonas, foram perpetuados.

Além de pinturas, livros e esculturas também fazem parte do acervo criativo de Moacir. Suas telas de grandes dimensões, de uma coleção de motivos amazônicos, estão espalhadas por mais de 70 países que já visitou, e podem ser encontradas em repartições públicas, museus, pinacotecas e em casa de amigos e admiradores de suas obras.

Perfil

Pintor e desenhista, Moacir Andrade nasceu em 1927. Iniciou-se na pintura como autodidata e, por volta de 1942, estudou desenho na Escola Técnica de Manaus. Gradua-se em Museologia pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1954, aproximadamente, integra o Clube da Madrugada, na cidade de Manaus.

Livro

Em 2012, Moacir lançou o livro “Manaus: ruas, fachadas e varandas”, editado pela Secretaria de Cultura do Estado (SEC). A obra é composta por textos, de autoria de Moacir, que foram publicados no jornal A Crítica. De acordo com Andrade, o título foi dado por Umberto Calderaro Filho, fundador da Rede Calderaro de Comunicação.

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