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Integrantes da banda Detonautas Roque Clube se encantam durante passagem pelo Amazonas

Já considerada como amante da Amazônia, a banda brasileira de rock aproveitou o show que realizou no município de Nhamundá, na famosa Festa do Tucunaré, para curtir os encantos e os fãs da região   12/11/2014 às 11:01
Show 1
A alegria da banda era total no aeroporto, antes de embarcarem para o Rio de Janeiro
Laynna Feitoza Manaus (AM)

A banda coleciona muitas passagens pela capital e interior do Amazonas, e se declara cada vez mais feliz em conhecer nossa cultura local e seus costumes. Em um show no município de Nhamundá (a 383 km de Manaus), na famosa Festa do Tucunaré, os rapazes do Detonautas Roque Clube puderam sentir de perto o carinho dos fãs e o alcance de suas músicas. Por meio de relatos da viagem em suas redes sociais e em um bate-papo com o BEM VIVER antes de retornar ao Rio de Janeiro, o vocalista do grupo, Tico Santa Cruz, abre o seu diário de bordo e revela mais da experiência que ele mesmo caracteriza como intensa e gratificante.

No interior do Estado, o Detonautas já passou por cidades como Maués, Parintins e Itacoatiara. Mesmo com as linguagens culturais específicas de cada lugar onde se apresentam, Tico comemora a desconstrução do preconceito em relação ao rock’n’roll, bem como a disseminação do gênero. “Acho que em um primeiro momento as pessoas olhavam para nosso show e viam uma coisa fora do comum. No segundo momento, se identificavam totalmente com a diversão e a energia... pode ser que seja uma semente plantada para diversificar ainda mais”, pondera ele.

O banho de rio

Além de se deliciarem com o tradicional peixe tucunaré, os membros do grupo não cansaram de tecer elogios à aparência da floresta vista de cima, bem como se “entranharam” em alguns dos nossos costumes tradicionais: observaram o pôr-do-sol e tomaram banho de rio. Enquanto se banhavam, a descontração foi tamanha que alguns fãs, mesmo de passagem pelo local, pularam no rio de roupa e tudo para fazer um registro e interagir com a banda.

“Foi uma surpresa, a gente não esperava que ia acontecer tanto. Mas acho que o rio é uma extensão da vida dessas pessoas, então para elas é natural. Pra gente é diferente eles entrarem de roupa ali, mas pra eles talvez não seja. É legal porque você vê que tem um carinho, respeito, admiração e curiosidade de quem não conhece. É muito bacana fazer essa interatividade”, comenta Santa Cruz.

Band 83

Outra curiosidade foi a visita à casa onde o grupo Band 83 ensaia e homenageou a banda, tocando músicas dos Detonautas que, segundo Tico, nem a própria DRC toca. Para ele, o ato comprova que, mesmo com o passar do tempo, as suas canções não morrem. “Era uma banda de rock no meio de uma ilha do Amazonas, na fronteira do Pará. Achava muito improvável que tivesse uma banda que tocasse nosso repertório ali”, celebra o cantor.

“Pensei que ia chegar lá e que só ia ter a banda tocando, mas tinha umas 30 ou 40 pessoas lá dentro, entre crianças idosos e jovens. Ela não é a única banda de rock, na verdade. É uma das bandas de rock, mas é o grupo que mais estava em movimento. Eu fiquei emocionado e surpreso, porque o alcance da música transcende barreiras. Eles tocaram músicas como ‘Outro Lugar’ e ‘Quando o Sol Se For’, mas tocaram ‘Nada Vai Mudar’, e ‘Oração do Horizonte’, músicas que só quem conhece o nosso trabalho de forma mais profunda tem contato”, reflete ele.

Planos

Com um show marcado na capital amazonense para o dia 06 de dezembro, a trupe do Detonautas Roque Clube saiu de Nhamundá já ciente da possibilidade de retornarem ao interior do Estado em janeiro de 2015. “Talvez para nos apresentarmos em mais de uma cidade”, revela Santa Cruz. No momento, a banda está centrada nos trabalhos de divulgação de seu disco mais recente, “Detonautas Roque Clube: A Saga Continua”, lançado em abril deste ano. “Nossa prioridade é fazer essa turnê pelo Brasil”, diz o vocalista.

Ele adianta, porém, a intenção da banda gravar um DVD no próximo ano. “Mas ainda é uma coisa embrionária. Estamos estudando como vamos fazer. Vamos fazer um esquema de crowdfunding, que vai recolher recursos junto aos fãs para podermos ter esse suporte”, diz.

Sobre a recente viagem à Nhamundá, Tico afirma que não conseguiu levar nenhuma lembrança física do lugar, mas afirma que as recordações vão ficar guardadas na memória. E essas memórias ele também compartilhou em sua página pessoal no Facebook: “(...) praia lotada, crianças, jovens, adultos, idosos, seres humanos queridos de uma cidade que nos recebeu com imenso carinho! Aventuras assim fazem a vida valer a pena!”.

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