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It-dogs: cães lançam moda

Veterinário afirma que roupinha e sapato não é “excesso de mimo” e chega até a indicá-los 21/07/2013 às 11:58
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A cadelinha Marrie em meio às tantas opções de roupinhas e acessórios
Felipe de Paula Manaus

A expressão it-girl foi criada para definir mulheres jovens, elegantes e antenadas nas novidades da moda contemporânea. No mundo animal, o termo, devidamente adaptado, bem que poderia se estender a alguns animais de estimação.

O Bull Dog Francês Salvatore, de 10 meses, é um bom exemplo. Seu criador, o estudante de moda e maquiador profissional Rafael Jafra, faz questão de mantê-lo de acordo com o que ditam as tendências do mundo fashion. “Ele tem coleira da Burberry, lenço Louis Vuitton. É um it-dog”, brinca Rafael, que investe cerca de mil reais por mês com o cãozinho, que dorme no ar-condicionado e só usa produtos importados (da França).


Já a Shinauzer Miniatura Marrie, de um ano, tem um estilo mais “espontâneo”, como define a enfermeira Marilene Carvalho, sua criadora. “Eu não vou muito pelo que estão usando, e sim pelo que é confortável e bonito”, diz ela, que compra de tiaras a brincos adesivos para colocar na cadelinha. “Ela é uma lady”, diz ela, referindo-se ao comportamento do animal diante da câmera do fotógrafo Juca Queiroz. “Ela já está acostumada com as fotos”, conta, rindo, Marilene.

O Bull Dog Francês Dom, elegante no nome e na postura, também faz o estilo mais trendy. A advogada Vanessa Benayon, sua dona, conta que temáticas da moda atual como o preto e branco, o animal print e o camuflado são encontradas no guarda-roupa (isso mesmo, guarda roupa!) de Dom. “Nunca tive cachorros, porque meus pais não gostavam, por isso tenho tanto carinho por ele. Tudo que eu vejo de diferente eu compro e hoje meus pais o adoram”, diz a criadora.

Mimo em excesso?
Mas, ao contrário do que muitos podem pensar, mimos como roupinhas e acessórios para cachorros não são vistos como “humanização” dos animais pelos veterinários e em alguns casos são até recomendados por eles.

Segundo o médico veterinário e criador Cristian Aguilera, hoje os animais de estimação são tidos como membros da família e têm acesso a todas as áreas da casa. Para ele, roupas e acessórios não comprometem o desenvolvimento animal, e sim, pode “cultivar uma relação mais próxima” com o cão.

“Ele (o cachorro) associa a coleirinha ao passeio, a roupinha ao banho e tosa”, diz ele, contraindicando, no entanto, o uso de roupinhas em animais de pelo longo e indicando aos de pelo curto. “Em animais de pelo curto (o uso de roupas) é muito benéfico, ainda mais em ambientes frios, como é o caso do chão de alguns apartamentos”, explica.

“Mas para cães de pelo longo ou que tenham tendência ou histórico de problemas de pele, tendem a concentrar parasitas e ter maior incidência de alterações de pele”, completa o profissional, lembrando que o animal deve estar sempre limpo e seco para vestir qualquer roupinha.

Quanto aos sapatos, mais um ponto para pró-moda pet. “Dependendo da área em que o animal vai transitar, serve tanto para evitar contaminação quanto para fugir ao calor do chão escaldante e ainda pode servir para exercícios de fisioterapia animal”, afirma.

Agora é só escolher “com que roupa...”

Vários petshops em Manaus contam com bom número produtos de “moda pet”. Na internet, o sites como o da Pet Love, Bicho Capricho, MiniInTheBox e Bichicho Chic são os mais procurados.

Petshops como o Maskote, na Chapada, e Chiques e Cheirosos, no Parque 10, tem boas opções. São Paulo é o grande centro também para quem procura por artigos para pet. A dica, neste caso, é o Pet Center, que tem endereços na Marginal Tietê e Morumbi.

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