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Jean-Michel Cousteau inaugura exposição 'Retorno à Amazônia' no dia 16

Em 1982, Jacques e o filho fizeram uma excursão de 20 meses ao longo da Amazônia, explorando nossa fauna e flora. Em 2007, Jean-Michel retornou à região e registrou as mudanças ocorridas 13/10/2013 às 12:10
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Com o auxílio da tecnologia atual, ele e equipe precisaram de metade do tempo (10 meses) para coletar o material que precisavam
Loyana Camelo ---

Quanto pode um local mudar dentro de um espaço de 25 anos? Da parte que conhecemos (ou julgamos conhecer) nossa região, sabemos que mudanças significativas ocorrem em espaços curtíssimos de tempo. A resposta, portanto, parece óbvia. Somente quando tais transformações nos são postas frente a frente surpreendem. É justamente esse sentimento de surpresa que Jean-Michel Cousteau quer causar com a exposição “Retorno à Amazônia”, cuja inauguração ocorre na próxima quarta (16) no Centro Cultural Palácio Rio Negro.

Jean-Michel é filho de ninguém menos que Jacques Cousteau, o lendário documentarista, cineasta e oceanógrafo que, em vida, viajou o mundo inteiro a fim de conhecer a natureza e seus mistérios. Em 1982, Jacques e o filho fizeram uma excursão de 20 meses ao longo da Amazônia, explorando nossa fauna e flora. O patriarca faleceu em 1997, mas isso não impediu de seu trabalho ser continuado: em 2007, Jean-Michel retornou à região e, com muito mais recursos, registrou as mudanças ocorridas desde a última visita.

Com o auxílio da tecnologia atual, ele e equipe precisaram de metade do tempo (10 meses) para coletar o material que precisavam. O resultado? Fotos impressionantes que compõem o livro e o documentário, ambos batizados com o mesmo nome da exposição.

Em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA, Jean-Michel diz que o crescimento da população da Amazônia foi o fator crucial as mudanças por ele constatadas e devidamente registradas pela lente da fotógrafa Carrie Vonderhaar.

“Milhões de pessoas se mudaram para a Amazônia nos últimos anos. Muitas destas não conhecem a região o suficiente, nem mesmo as doenças dali que podem afetá-las. Elas precisam saber que a qualidade de suas vidas está diretamente ligada à natureza”, explica Jean-Michel, que como o pai, acumula diversas funções - oceanógrafo, ambientalista, ecologista e documentarista.

Olhar para frente

Jean-Michel faz questão de frisar a importância da viagem como intercâmbio cultural. “É chocante como a gente pode aprender com estas pessoas. Afinal, não estamos aqui para criticar e sim ajudar”.

Jean-Michel conta que a exposição terá fotos tiradas na primeira visita, no entanto, o foco está na expedição de 2007. “Podemos falar sobre o passado, mas temos que olhar pra frente”, diz. E o ensinamento mais precioso deixado pelo pai está mais do que claro na vida e no trabalho do filho. “A curiosidade de descobrir novas espécies, culturas, pessoas e se enriquecer com a diversidade. Ver o que há do outro lado do rio. E entender e compartilhar quanto dependemos da natureza para determinar a qualidade de nossas vidas”. 

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