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Jornalista que já morou em Manaus lança a obra 'Mata-me quando quiser'

A escritora mineira Anita Deak fala ao BEM VIVER sobre sua estreia louvável no mundo literário, onde tem o suicídio como tema, e sua passagem por Manaus 13/10/2014 às 10:07
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Livro foi destaque do Prêmio Sesc de Literatura em 2013
Gabriel Machado ---

Para o primeiro livro da sua carreira, a jornalista mineira Anita Deak resolveu discorrer sobre um tema bastante comum no universo da literatura: o suicídio. A fim de se destoar de obras semelhantes, e fugir do temido clichê, ela apostou numa protagonista que, sem coragem de tirar a própria vida, recorre a um matador de aluguel. Sob essa premissa, chega às livrarias de todo o Brasil o livro “Mate-me quando quiser”, finalista do Prêmio Sesc de Literatura em 2013.

“A obra possui apenas cinco personagens, e cada um deles tem a sua versão dos fatos”, conta a autora, em entrevista exclusiva ao BV GENTE. “A trama gira em torno dessas variantes, dentro do suspense se o assassino de aluguel, Soares, mata ou não a protagonista. É um romance psicológico”, esclarece ela, que escolheu a cidade espanhola de Barcelona como cenário principal do livro. “Fui para lá (Barcelona) algumas vezes, e foi exatamente na cidade, em 2009, que tive a ideia para ‘Mate-me quando quiser’”.

Com a obra recém-lançada, Anita já mergulha a fundo em seu segundo trabalho literário, com previsão de lançamento para julho do ano que vem. Sob o título provisório “Solidão SA”, o livro conta a história de um senhor milionário que deixa toda a sua fortuna para um desconhecido. “A família dele, então, vai tentar descobrir quem é essa pessoa e o porquê da herança ter ido toda para ela”, adianta a jornalista radicada em São Paulo, que diz não se importar de engatar um trabalho noutro. Segundo ela, autores iniciantes têm mais é que escrever “até que possam dar uma freada”. “E amo escrever, então para mim não é sacrifício nenhum”, pontua.

INTERCÂMBIO ‘BARÉ’

Anita Deak possui uma relação muito próxima com Manaus. Isso porque, em 2004, como parte de um intercâmbio pela universidade PUC-Rio, ela e um grupo de quatro estudantes vieram à capital amazonense trabalhar num projeto de comunicação da ONG “Movimento Comunitário Vida e Esperança”, do bairro Novo Israel, na Zona Norte da cidade. “Foi uma experiência bastante gratificante”, lembra a autora. “Na época, queria conhecer tudo, então gostava de sair pelas ruas. Os amazonenses são muito receptivos e conversavam bastante com a gente”, elogia ela, que sente falta das cachoeiras do município de Presidente Figueiredo e da gastronomia amazônica, como suco de taperebá, tambaqui e farinha de uarini. “Aqui em São Paulo não tem”, lamenta-se.

Como parte do trabalho realizado em Manaus, Anita costumava reunir artigos e matérias do jornal A CRÍTICA para ministrar debates sobre política na comunidade do Novo Israel. “Tenho muito carinho pelo veículo, pois o utilizava como base para as minhas palestras”, confessa. “Lembro até que era época de eleição, entre os candidatos à Prefeitura Amazonino Mendes e Serafim Corrêa”, encerra.

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