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ARTE VISUAL

Jovem artista plástica amazonense expõe em circuito de Curitiba

Ana Paula Vieira foi selecionada entre centenas de artistas do Brasil inteiro graças a sua obra mais recente “Por Dentro de Mim” 03/01/2019 às 17:49 - Atualizado em 04/01/2019 às 09:46
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A obra de Ana remonta a interação público-arte. (Créditos: Estrutura Arquitetônica – Ingrid Tiago / Fotos – Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

O Circuito de Arte Contemporânea de Curitiba (CACC) em 2019, apresenta ao grande público um recorte atual da produção de artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no país. Através da exposição que acontecerá no Museu Municipal de Arte de Curitiba (MuMA), no período de 26 de janeiro a 6 de março, a finalista do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ana Paula Vieira apresentará sua obra “Por Dentro de Mim” ao público sulista.

“Essa aprovação para mim é muito importante, é minha primeira exposição fora da cidade. Me sinto grata, mostrar um dos meus projetos de instalação artística em nível nacional como neste circuito, principalmente em início de carreira, simboliza que a classe artística do Amazonas ainda tem muito o que apresentar, inclusive por ter sido aprovada ainda em condição de universitária. Normalmente não possuímos muito espaço dentro de Manaus, expor em centros públicos  culturais da cidade exige uma experiência maior no ramo, então ter essa oportunidade é realmente uma chance incrível e de valorização do trabalho que quero construir como artista”, disse Ana.

O CACC, através de iniciativa civil e de captação autofinanciada, promove uma forma independente de revelar artistas e difundir a arte feita no Brasil, uma vez que Curitiba apresenta uma cena cultural artística efervescente, não é a toa que foram centenas de inscritos do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia.

A obra

A instalação artística “Por Dentro de Mim” consiste na ideia de adentrar a obra de Ana Paula através de sua pintura, aproximando-o da imaginação do processo criativo, mas não descrevendo o processo em si, e sim colocando o apreciador no imaginário deste. Ele será estimulado em imaginar como pode, de alguma forma, fazer parte daquilo.

“Acredito em relações, hoje em dia não podemos ignorar o poder da arte sob as pessoas; como a arte consegue, conforme sua evolução, comover as pessoas; Como ela consegue conectar-se e fortalecer esta relação arte-público, e melhor, como as pessoas se comportam diante dela. E é com este objetivo que sigo com a instalação. Desejo que o público se permita quebrar os ‘padrões’ da exposição artística e adentre na obra tocando-a, sentindo-a, cheirando-a, beijando-a como se fosse dela, como se eles fossem autores daquela obra de arte, como se fizessem parte da obra. Conectar o público ao imaginário é uma das tarefas da arte contemporânea e eu, como suporte atuante nesta conexão me sinto na responsabilidade de trazer esta sensação”.

A instalação se concreta em uma pintura fragmentada em tiras e mensagens direcionando ao imaginário em um quadrado aberto. Primeiramente composta por esta pintura abstrata de 2 metros de comprimento, a construção tem como primeira camada um fundo azul escuro, em seguida uma mistura de cores (amarelo claro, ocre, marrom van gogh, amarelo escuro, e entre as outros tons terrosos), que são aplicadas de forma “mãos livres” sob a camada azul. Em terceira camada será aplicada uma nova camada criando formas “espatuladas”. As linhas da pintura são feita de forma dinâmica e livre, deixando a poética usufruir das mãos de Ana Paula até a finalização dos cortes em tiras verticais para a montagem da instalação.

A instalação consiste na interação público-obra. (Créditos Estrutura: Ingrid Tiago)

O Imaginário de Ana

“A escolha da modalidade pintura é com o intuito de trazer a ideia do bidimensional e se mesclar com o tridimensional, fermentando a ideia de adentrar, através das tiras, na pintura de sua certa forma”, afirma.

A pintura fragmentada estará suspensa por uma estrutura de ferro desmontável formando um retângulo de comprimento sugerido de 2,5 metros de altura e 2,0 metros de largura. Cada tira estará segura por anéis fixados no tecido de tela e pendurados na estrutura. As mensagens direcionadas estarão também penduradas por anéis na parte superior da estrutura para o lado de fora do retângulo facilitando a leitura dos participantes.

“É então que o público irá interagir com a instalação. Cortejando a obra através do seu toque, inalando seu cheiro e tornando-se cada vez mais próximo a obra, como objetivo singular, público e obra se tornarão um. Meu objetivo também, com a instalação artística, é que o apreciador/participante se sinta dentro da pintura, literalmente se sinta o núcleo da célula, o ponto central, o público se sinta elemento essencial, indispensável para a pintura. Eu quero que eles sintam o que eu sinto quando estou em processo; pretendo que cada participante entre em transe extra-espacial ao se conectar à instalação”, disse a artista.

Sobre a Artista

Ana Paula Vieira de Abreu nascida em Manaus, estudante do curso de licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade de Artes da UFAM, iniciou seus trabalhos com pintura em 2015 e possui trabalhos como uma série com três fotografias Libertação (2016); Nadar (2017); Música Representada (2018). Possui também como característica em seus trabalhos a pintura abstrata para a representação da sensibilidade na arte, além de mesclar com outras linguagens artísticas como a música e a dança.

Serviço:

O quê: Circuito de Arte Contemporânea de Curitiba 2019 - CAAC
Quando: 26/01 a 06/03
Onde: Museu Municipal de Arte de Curitiba - MuMa

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