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Jovens amazonenses transformam-se em seus personagens favoritos

Alguns jovens amazonenses se empenham e dedicam parte de seu tempo na confecção e elaboração dos chamados cosplay - termo formado pela junção das palavras costume (fantasia) e roleplay (brincadeira ou interpretação) 08/09/2016 às 21:14 - Atualizado em 09/09/2016 às 06:25
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Quem nunca quis se transformar em seu personagem favorito um dia? É comum muitos de nós, em determinado momento da vida, nos espelharmos em algum super-herói, anti-herói ou vilão de desenho animado, filme, anime ou histórias em quadrinhos. Imagine poder se transformar em algum deles, e mais, poder disputar em premiações nacionais e internacionais? Alguns jovens amazonenses se empenham e dedicam parte de seu tempo na confecção e elaboração dos chamados cosplay - termo formado pela junção das palavras costume (fantasia) e roleplay (brincadeira ou interpretação).

Um desses jovens é Lincoln Assunsão, 23, ou simplesmente Lincoln Cifer. Ele conta que entrou na área de forma inesperada. “Comecei a fazer cosplay em 2012. Frequentava alguns eventos, e inicialmente pretendia fazer um site sobre o tema. Entrevistei alguns cosplays e gostei daquilo. Entrei num grupo onde precisavam de um integrante e pude fazer meu primeiro cosplay: Tendou Pain, de Naruto”, afirma. A partir daí ele não parou mais.

Ao todo, Lincoln já exibiu cerca de 30 personagens em festivais e eventos. Entre seus favoritos ele destaca: Ulquiorra Cifer do anime e mangá Bleach (que inspira seu sobrenome fictício), O Máscara, Angemon, Quasímodo de Corcunda de Notre Dame e Two Face (Duas-Caras, personagem dos quadrinhos, um vilão e inimigo do Batman). No final de 2014, ele se consagrou campeão do Circuito Cosplay Manaus (CMM), garantindo sua passagem e ingresso para a edição 2015 da feira Comic-Con em San Diego, Estados Unidos.

Formado em biomedicina, Lincoln trabalha atualmente como supervisor de vendas de pacotes de tv por assinatura e conta algumas das dificuldades ao compor um personagem. “Alguns acessórios eu faço, porém outros como máscaras, perucas, tenho que importar. As roupas, temos costureiras que fazem pra nós”, afirma. Ele diz que os materiais mais caros são perucas e lentes, que podem variar entre R$ 80 a R$ 120.

“Um cosplay bom, feito com bons materiais, gira em torno de R$300 a R$400, completo”, revela. “Não tem como fazer um cosplay com R$50”, complementa.

Desafio

Propomos um desafio a Lincoln: que ele se vestisse como um de seus personagens para levarmos a um ponto turístico da capital, avaliando a reação da população. Ele topou e, por isso, acompanhamos uma tarde com o rapaz vestido de um dos personagens mais queridos do público: O Máscara.

O ponto escolhido para a exibição de O Máscara, foi o Largo de São Sebastião, nos arredores do Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. Ao chegar no local, Lincoln foi cercado de crianças e adultos que queriam garantir seu contato e uma selfie com o personagem. Para o jovem, tudo valeu a pena.

"Várias pessoas que me encontraram, me abraçaram, falavam comigo se eu fosse o próprio Máscara. Por mais que todos saibam que não sou o personagem, isso é gratificante para o cosplay em si, pois vê que o personagem está tão parecido que as pessoas veem o verdadeiro nele. Podemos ganhar o máximo de dinheiro, mas nada se compara a isso”, diz.

Manaus dos cosplayers

Reynaldo Vilhena, 21, é outro jovem inserido no mundo cosplay. Ele conta que começou aos 19 anos através do incentivo de uma amiga. Inicialmente ele tinha vergonha, mas com o tempo, e com os incentivos da amiga, seguiu firme em seu projeto. "Meu primeiro cosplay foi de uma personagem do anime Naturo, chamada Konan. Fiz um cosplau diferente, pois a personagem era feminina e eu fiz sua versão masculina", conta. “O que me motiva é o sorriso das pessoas ao verem seus personagens favoritos”, complementa.

Jéssica Nascimento, 18, entrou no meio cosplay aos 16 anos através do incentivo de amigos. Ela conta que não sabia sobre o termo, mas adorava se vestir de diversos personagens. Com o tempo, ela foi aperfeiçoando suas técnicas. Com isso, ela já viajou para São Paulo, representando a capital em um campeonato chamado YCC, realizado no Anime Friends. "Meu primeiro cosplay foi a 
Chapeuzinho Vermelho que eu improvisei a roupa para ir ao evento. O que me incentiva a continuar é poder se modificar a cada personagem, ser uma princesa ou uma vilã, e poder viver em outro universo por algumas horas", afirma.

(Jéssica é cosplayer há dois anos e já participou de competição nacional)

Saiba+

Tanto Lincoln, quanto Reynaldo, estarão no próximo fim de semana no Anime Jungle Party, evento de cultura pop que já se tornou tradição na capital. O encontro acontece nos dias 16, 17 e 18 no Clube do Trabalhador do Amazonas (SESI) e irá trazer diversas atrações aos fãs do universo.

 

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