Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
Vida

Kamélia chega a Manaus neste sábado (19) para alegria de foliões

Boneca momesca chega ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes neste final de semana e segue em carreata rumo ao Olímpico Clube, no Butiquim da Kamélia



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A Kamélia é tradição do Carnaval Brasileiro desde 1938
16/01/2013 às 08:28

Considerada a figura mais importante do Carnaval manauara, a Kamélia chega neste sábado (19), às 21h42, ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Vinda de Salvador (BA), essa será a terceira vez que a boneca desembarca no local, trazendo muita alegria e animação. De lá, ela segue em carreata rumo ao Olímpico Clube, no Butiquim da Kamélia, onde o Carnaval vai rolar solto, numa festa sem hora para terminar.

Origem

Criada em 1938, a boneca Kamélia sempre levou muitas alegrias aos foliões manauaras, como no caso de Robério Braga, secretário de Cultura do Estado. “Ela é a figura mais importante e que ainda sobrevive do Carnaval tradicional. É muito importante que ela permaneça e que todo mundo prestigie sua chegada e a festa. Tanto é a sua importância que, quando começamos a fazer o Carnaval de rua na São Sebastião (praça), levávamos a Kamélia, a Jardineira, o Zé Pereira, as figuras que faziam o Carnaval manauara nos anos 1930, 1940. É importante também relembrar a figura do Kandu (Cândido Jeremias Cumaru), criador da Kamélia”, destacou Braga.


A cantora Lucilene Castro lembra que a chegada da boneca representa o início dos eventos momescos em Manaus: “Ela é um dos símbolos mais tradicionais. Vejo sua chegada como a abertura oficial do Carnaval na cidade. Lembro que quando era criança , nós íamos esperá-la no Aeroporto de Ponta Pelada”.  Além do antigo aeroporto, a Kamélia já chegou no Porto de Manaus, no Eduardo Gomes e no Aeroclube de Manaus.

Entrega da chave

Um dos momentos marcantes da chegada é quando a boneca recebe a chave da cidade pelas mãos do prefeito – hoje Artur Neto. Segundo Almerinho Botelho, presidente da escola de samba Império da Kamélia, essa tradição começou com o prefeito Walter Rayol, porém a chave era entregue por algum representante da Prefeitura. Em 1958, na gestão de Gilberto Mestrinho, a boneca passou a receber a chave das mãos do próprio gestor da capital amazonense.

“Gilberto Mestrinho foi quem mais prestigiou e que tem maior importância. Ele prestigiou muitos eventos, não só por ser no Olímpico Clube, mas pela importância da boneca para a cultura popular de fato”, contou Botelho, complementando que neste sábado o público vai comprovar que a premonição feita na composição “Jardineira” (leia a peça Trecho), de Benedito Lacerda, não foi concretizada, pois quem acabou morrendo aqui foi a Jardineira, do Clube Internacional, causando tristeza aos encontros realizados entre as duas bonecas no Boulevard Amazonas.


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