Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ENTREVISTA

Impact Hub realiza o laboratório social de comunicação 'Arte fora da caixa'

Atividade será ministrada pelo animador sociocultural Steven Arana e será dividida em duas etapas: na sala e na rua



Capturar.JPG O trabalho com o personagem Saúl Demonio começou há um ano e meio (Foto: Divulgação)
16/09/2017 às 18:15

Usar a arte como um canal interativo de comunicação. O “Arte fora da Caixa - Laboratório Social de Comunicação Artística” levará os participantes a usar novas ferramentas para melhorar a interação entre o artista e o público, principalmente aqueles interessados em levar a arte para as ruas. A atividade ocorre neste domingo (17), de 9h até 13h, no Impact Hub, no Aleixo. 

O laboratório será ministrado pelo animador sociocultural Steven Arana, o “Saúl Demonio”.  A atividade será em duas etapas: na sala e na rua. Na sala serão trabalhados pontos como “julgamento, erro e improvisação”. Na rua, serão experimentadas as “características e dinâmicas do espaço público” e entre outros.

 Arana contou um pouco sobre como embarcou no mundo artístico e opinou: “A arte não é apenas para mostrar o quão bom eu faço isso ou aquilo, ela realmente pode surpreender a alma das pessoas e movê-las. Para onde? Vamos sair na rua para ver isso”. 

Quando começou a trabalhar com atividades nesse viés arte/comunicação? 

Eu terminei meus estudos universitários e comecei a dirigir uma peça teatral que falava sobre estar informado da realidade que nos rodeia. Nós rolamos essa peça por vários espaços culturais e até em uma plantação de banana no Caribe, no sul da Costa Rica. 

Isso te fez enxergar o teatro de outra maneira?

O que eu percebi com isso foi que o teatro como uma arte estava muito concentrado em espaços culturais urbanos e que as pessoas que assistiam às peças eram poucas e sempre as mesmas. Então pensei: “O que aconteceu com o resto?”. Comecei a me interessar por fazer teatro com pessoas e comunidades que não estavam diretamente relacionadas a esta arte.  

Que estratégias artistas e grupos podem usar para estabelecer uma conexão melhor com o público?

Eu dou muito peso à interação e ao poder de gerar experiências. Eu mudei a palavra “espectadores” por “participantes”. Eu acho que as pessoas que vão para uma peça de teatro devem ser levadas em conta como parte ativa, e eles gostam quando você faz isso porque nós como seres humanos gostamos de ser levados em conta. 

A rua é um ambiente mais propício pra esse tipo de conexão em comparação com os teatros tradicionais?

Realmente não é. É muito mais fácil fazê-lo em um teatro, uma galeria ou uma sala de música. O laboratório é sobre desafiar, repensar e redesenhar. Os motivos para tirá-lo para rua é sair desse conforto, levar a arte para um plano que está mais próximo da realidade e experimentar dinâmicas interativas lá. 

Esse tipo de ação ajuda a profissionalizar artistas e grupos?

Eu vejo o conhecimento artístico como uma oficina. Durante o tempo que você aprende mais e mais, você adquire ferramentas para sua oficina. No dia em que você quer construir algo, você provavelmente não vai usar todas elas, mas quanto mais você tiver, mais possibilidades você terá para construir algo interessante e de qualidade. A profissionalização é sobre adquirir conhecimento e capacidades, e definitivamente isso acontecerá no laboratório.

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