Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
Vida

Lançamento de ‘Cinquenta Tons de Cinza’ movimenta indústria cultural e sensual

Os elementos de sadomasoquismo, submissão e paixão arrasadora protagonizados no longa causam grande curiosidade por parte do público



1.gif O filme “Cinquenta Tons de Cinza” é uma das adaptações para o cinema mais aguardadas
08/02/2015 às 15:13

Talvez não houvesse época mais adequada para o lançamento de “Cinquenta Tons de Cinza”, filme baseado num dos best-sellers mais picantes dos últimos tempos. No Brasil, o Carnaval, a “festa da carne”. Nos Estados Unidos, é a semana dos namorados. Uma irônica combinação de paixão e luxúria em datas tão próximas que, impulsionadas pelas cenas sugestivas do longa, devem ganhar uma movimentação diferente este ano.

Os elementos de sadomasoquismo, submissão e paixão arrasadora sem dúvidas causam grande curiosidade por parte do público. A ansiedade pela estreia de “Cinquenta” foi tão grande que havia uma comemoração geral a cada trecho do filme que era liberado. A indústria de filmes, livros e até grandes marcas não tardaram a notar que o interesse pelo sexo aos poucos sai da sombra da vergonha e passa a ser assumido de cabeça erguida.



Neste início de ano, o estilista Marc Jacobs lançou a coleção bem diferente em parceria com Zana Bayne, uma casa de couro artesanal de NY famosa por seus itens sado-masoquistas. No lugar de vestidos ou sandálias elegantes, vendas para os olhos, coleiras, adesivos para os mamilos e até um chicote. Já a marca brasileira Pessini Cosméticos apresentou esta semana a sua nova aposta, a caixa “Desejos em Tons de Cinza” (a inspiração, nem é preciso dizer): nela, estão fitas para amarrar, penas para torturar, gel para saborear e um jogo para escolher quem será o dominado.

Letícia Cardoso, especialista em sexualidade, ajudou a criar o conceito da caixa temática e a define como uma doce tortura. “Você não precisa ter um quarto vermelho ou usar um chicote para brincar ao estilo do ‘Cinquenta Tons de Cinza’. Só precisa de tempo para criar o ambiente certo, disposição e alguns acessórios simples”, explica, frisando que a ideia é auxiliar as consumidoras a elevarem a autoestima e o apetite sexual.

Na sétima arte

Assim como o filme baseado no romance em questão, o sexo tem sido abordado de forma cada vez mais libertária pela sétima arte. O sucesso de “Ninfomaníaca” (1 e 2) é um exemplo recente. “Azul é a cor mais quente”, com longas cenas de sexo entre um casal lésbico, também.

Quem quiser conferir os mais “clássicos” (e mais brandos, vale dizer) do estilo “soft porn” pode se interessar por títulos como “Striptease”, “Instinto Selvagem” ou “Assédio Sexual”. Se falarmos de séries televisivas, dentre as mais ousadas estão “Game of Thrones”, “Boardwalk Empire”, “The L Word”, “Spartacus” e outras mais.

Literatura

Já os que preferem deixar as cenas de sexo apenas para o âmbito da imaginação, podem se deleitear com os lançamentos mais “picantes” da literatura - alternativas além de E. L. James, autora de “Cinquenta Tons de Cinza”. A escritora Megan Maxwell é conhecida no Brasil pela sua “Série Erótica”. Nicole Jordan é outra expoente do estilo. Vale abrir a mente e conferir.


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