Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
Estética

Laser fracionado triplica absorção de tratamentos estéticos na pele

Procedimeto atua no rejuvenescimento facial, tratamento de estrias e de perda de cabelo



VIDA0705-27F.jpg Técnica é uma forma peculiar de entrega de energia do laser
05/06/2016 às 14:40

A pele do ser humano possuiu uma capacidade de absorção natural, por ser microporosa. Por meio do extrato córneo, camada mais superficial da pele, é que os ativos penetram para que se tenha a ação de determinado fármaco ou cosmecêutico. A absorção percutânea, porém, em muitas das vezes, é diminuída em função da própria barreira de defesa da pele. É o que acaba diminuindo a capacidade absortiva de alguns medicamentos e substâncias que visam a melhoria do visual.

Quando, porém, queremos potencializar a ação farmacológica ou terapêutica de determinada substância, podemos fazer uso de uma técnica chamada “Drug Delivery”. De acordo com a dermatologista Patrícia Bandeira de Mello, a técnica “entrega” as substâncias de forma mais ampla e facilitada através da pele. “Ao invés de pegarmos um ativo e passar sobre a superfície da pele, em que a gente sabe que a absorção é baixa – de 5% a 10% - com essa técnica a gente facilita, amplia e até triplica a absorção daquela substância através da pele”, declara.

E como isso é feito? Utilizando o que é chamado de laser fracionado. “É uma forma peculiar de entrega de energia do laser, na pele. Em vez da luz do laser passar e ir atingindo de uma forma igual toda a superfície da pele, criou-se a técnica do fracionamento do laser. É como se a luz do laser fizesse um pontilhado em toda a superfície tratada, e os microfurinhos tornam a pele extremamente mais permeável e estimulada, reagindo com a produção de um novo colágeno”, pontua ela. Após o procedimento do laser, deve-se aplicar os ativos de tratamento na superfície da pele. O laser em si potencializa a absorção dos produtos.

Áreas e ações

Os resultados que dizem respeito ao rejuvenescimento facial, por exemplo, são ampliados com a técnica. “Já utilizamos os lasers para ativar a produção de colágeno através do microperfuramento em toda a superfície da face. Aliado à técnica do laser, que é muito bacana e estimula de forma potente a produção de um novo colágeno, a gente utiliza esses ativos, como antioxidantes, clareadores, vitamina C, ou E, e aplica imediatamente após a perfuração. Nisso, a pele fica totalmente permeável”, destaca. O laser aplica a substância na área exata onde é necessário atuar: na camada média da derme, onde há os friboblastos, as chamadas células da reparação. Com isso, a pele clareia melhor e tem suas rugas mais suavizadas do que com um laser comum.

Outro ponto de atuação do laser fracionado é no tratamento da rarefação capilar (perda de cabelo). “Fazemos a técnica na área mais rarefeita do couro cabeludo, e aplicamos ativos como o minoxidil, uma droga utilizada há muitos anos na estimulação do crescimento capilar, em pacientes com calvície androgenética, ou com a perda do cabelo por algum mecanismo. Nisso, associamos o laser fracionado com o princípio ativo específico para o crescimento dos fios”, destaca.

Outra indicação é para o tratamento de estrias. Quando a pele tem estrias, houve uma grande fratura e fragmentação das fibras elásticas e colágenas, e uma perda importante da sustentação. O tecido estriado é frouxo e mal sustentado. A técnica do laser fracionado permite uma ativação violenta desse novo colágeno, fazendo com que a pele seja sustentada. Nós podemos acrescentar ativos que potencializem a reestruturação daquele tecido, melhorando o aspecto da pele no que diz respeito à suavização e tratamento das estrias. Estria não se cura, porque não se cola a fibra que rompeu, mas se potencializa a região em volta, dando sustentação para a pele”, orienta.

O ideal é que se faça três sessões de aplicação do laser, com uma sessão por mês, por médicos especialistas, segundo Patrícia. “Com isso, temos uma reativação da qualidade daquela pele, clareamento, melhora de tom, textura e suavização de linhas finas”, diz. O tempo de recuperação é curto porque o laser não “fura” a pele de uma forma contínua e difusa, mas sim pontilha determinadas áreas. “Isso faz com que a pele que não foi lesionada rapidamente restaure, e recicatrize a área lesionada. A área que não foi marcada pelo laser, por um mecanismo de reparação tecidual, repara a área pontilhada”, finaliza a médica.

Frase

“O laser fracionado age de forma preventiva na evolução do câncer de pele. A técnica consegue evitar a progressão da doença, uma vez que ela acelera a troca celular. É uma medida que tem como única finalidade melhorar a qualidade da pele – estética e de saúde” (Patrícia Bandeira de Mello, dermatologista)

 

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