Domingo, 20 de Setembro de 2020
Diversão

Lazer em casa: a 'mão amiga' dos aplicativos em tempos de quarentena

Internautas aproveitam o excesso de tempo disponível em casa para fazer dublagens e danças no Tik Tok; participar de um cinema virtual com o Netflix Party e conversar com os amigos à distância no Google Hangouts



1586800614298815_F90AE532-58EC-4859-BAD7-0F06B95178F7.JPG No Tik Tok, cantora Iza fez a transformação do look casual para o look de festa (Foto: Reprodução)
13/04/2020 às 14:02

Ficar em casa neste período de distanciamento social pode ser uma tortura para os mais ativos no dia a dia. A ansiedade e o desejo de que a pandemia do novo coronavírus passe o mais rápido possível pode bloquear a imaginação de muita gente que não faz ideia do que fazer para passar o tempo (e se divertir) no isolamento. Alguns anônimos e famosos têm feito dos aplicativos de celular e computador os seus melhores aliados. Afinal, vale tudo na hora de manter o sorriso no rosto e a sanidade em dia - com responsabilidade.

A publicitária Marcella Ladislau, 24, utiliza o aplicativo Tik Tok para passar o tempo dentro do lar. O Tik Tok consiste na gravação e na montagem de pequenos vídeos, com músicas de fundo diversas. Por meio dele é possível dublar, dançar e encenar. “Vi que alguns artistas usavam e, quando vi alguns desafios, quis me desafiar também – nem tanto nas dancinhas ou maquiagens, mas no conceito de editar vídeos no aplicativo”, conta.



Foi aí que Marcella se inspirou nos ‘challenges’ (‘desafios’, em inglês) que estavam ocorrendo na Internet para criar um em que ela usou um vidrinho de álcool gel para fazer a transformação. “Achei legal porque me deu um objetivo de distração, já que minha rotina de trabalho e estudos ainda continua, mesmo de casa”, declara ela, que assume estar sendo difícil – e estranho – ficar em casa nos dias úteis.

Cinema virtual

Um dos aplicativos favoritos da UX Designer Valéria Romano, 25, é o Netflix Party – um plugin do streaming de filmes e séries Netflix. Pelo sistema, é possível assistir a filmes/séries junto aos amigos e comentar o as cenas em tempo real. Ela alega que, para usar, é necessário baixar o plugin no computador.

“Quando abrir uma série/filme você ativa o plugin e cria um link que você compartilha com as pessoas que vão assistir com você. Quando você dá pausa/play, a série ou filme da tela de outras pessoas também para/continua. Então vocês assistem ‘juntos’. Além disso, tem uma área de chat nele em que você pode conversar com os colegas durante o filme”, comenta ela.

Papo em dia

O período de isolamento social não tem sido tão desafiador para o tradutor Max Rumjanek, 28. “Embora eu goste de sair e encontrar meus amigos, também gosto bastante do tempo que passo em casa”, comenta ele. Uma das suas atividades favoritas – o bar do fim de semana com a galera – ganhou uma roupagem diferente: virou bate-papo com os parceiros por meio de videoconferência.

“O último aplicativo que utilizamos foi o Google Hangouts, que funcionou bem. Utilizamos ainda, em determinadas circunstâncias, o Discord, aplicativo no qual não há vídeo, mas conversa-se por áudio. Ele é útil para situações em que se está jogando um vídeo game com amigos. As reuniões têm sido espontâneas. Alguém faz menção a uma reunião em algum grupo do Whatsapp, e as pessoas que estão disponíveis aceitam, e assim inicia-se a conferência rapidamente”, explica Rumjanek.

Como, no momento, não há outra alternativa a não ser ficar em casa e cuidar da família, Marcella acredita que o uso de tais aplicativos incentiva o processo criativo. “No aplicativo você vê casais, vê famílias brincando em casa e pode usar isso como uma nova forma de entretenimento para quem convive com você”, diz ela.

É claro que algumas atividades – como beber nas videoconferências – podem parecer estranhas para alguns, como para Max. “Álcool é uma experiência estritamente social pra mim”, confessa ele. Porém, o contato físico faz diferença, mas a conexão é a mesma, conforme defende Valéria. “O legal de explorar aplicativos que não são para trabalho é que você pode descobrir outras formas de interagir e brincar. A gente cresce e esquece que brincar faz parte da vida”.

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