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Liceu Cláudio Santoro terá 14 novas unidades no interior do Amazonas a partir de 2015

De acordo com Robério Braga, titular da SEC, o processo de escolha das cidades-sedes que receberão o centro de artes e ensino ainda está no início e depende principalmente do interesse das prefeituras 10/11/2014 às 11:21
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Em Parintins, cinco mil pessoas passam mensalmente pelo Liceu, nos cursos de dança, teatro, música, coral, fotografia ou para assistir filmes, consultar bibliotecas e visitar galerias de arte e salas multimídia
acritica.com* Manaus (AM)

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) iniciará, a partir do próximo ano de 2015, a implantação de 14 novas unidades do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro em municípios do Amazonas. O anúncio foi feito durante reunião no Palácio Rio Negro, em Manaus, entre o secretário Robério Braga e artistas, produtores, bailarinos e professores do interior convidados pelo órgão para assistir e participar da programação acadêmica e de espetáculos do 6º Festival Amazonas de Dança.

De acordo com o titular da SEC, o processo de escolha das cidades-sedes ainda está no início e depende principalmente do interesse das prefeituras. “Pedimos que vocês (artistas do interior) ajudem na mobilização de suas comunidades e do Poder Executivo dos municípios, pois a única contrapartida que pedimos é o espaço físico, a infraestrutura onde possamos instalar o Liceu. O restante, de professores, equipamentos e demais recursos necessários, fica por conta do Estado”, afirmou.

Robério Braga acrescentou, ainda, que o projeto faz parte da política do Governo de ampliar as ferramentas e estruturas para oferecer a população amazonense acesso às diversas manifestações culturais e também na formação de cidadãos e citou como exemplo o sucesso da primeira unidade do Liceu inaugurada na Ilha Tupinambarana em setembro do ano passado.

“A sede do município de Parintins tem cerca de 85 mil habitantes. Deste total, cinco mil pessoas passam mensalmente pelo Liceu como alunos dos cursos de dança, teatro, música, coral, fotografia ou para assistir filmes no cinema 3D, consultar as bibliotecas, visitar as galerias de arte e salas multimídia. Junto ao talento natural do povo parintinense, calcule o impacto cultural e social deste projeto à médio e longo prazo. A mesma coisa vamos fazer em todo o interior do Amazonas”, destacou o secretário.

Bumbás

Para o bailarino Gledson Oliveira da Silva, um dos quatro instrutores do curso na unidade de Parintins convidados a participar do Festival Amazonas de Dança este ano, os primeiros resultados do Liceu na Ilha já são notados até mesmo na maior e mais tradicional manifestação folclórica do Estado: o Festival Folclórico de Parintins. “Este ano tivemos no Bumbódromo, nas duas agremiações, alunos do coral e do balé do Liceu e as novas experiências e técnicas que aprendemos nas oficinas este ano, vamos levar para nossos alunos na próxima semana e também para dentro dos bois”, afirmou Oliveira que faz parte do grupo de coreógrafos do Boi Azul.

Em Envira (a 1.232 Km em linha reta de Manaus), um dos municípios onde já iniciou o processo de pesquisa, pré-seleção e capacitação de possíveis instrutores para implantação de uma das novas unidades do Liceu, a pedagoga e assessora municipal, Eriana de França, se emociona quando lembra que jovens e crianças da cidade já procuram pelos cursos. ”Capacitamos mais de 100 pessoas e estamos na definição de um lugar adequado, mas a classe artística do município já está mobilizada, organizando espetáculos e shows musicais que tem um público cada vez maior”, disse.

Além de maior interação com os artistas de fora da Capital, o secretário Robério Braga também convocou os representantes do interior a ampliar a participação nos editais promovidos pela Secretaria de Estado de Cultura. “Toda cidade tem histórias a serem contadas, fotos de acontecimentos importantes do nosso povo, poetas, músicos e grupos que tem muito a se expressar e os editais existem para isso.”


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