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Livro-reportagem reconstitui os passos do cineasta Glauber Rocha na Amazônia

Produzido pelo jornalista amazonense Rosiel Mendonça, a obra apresenta os passos do cineasta reconstituídos a partir do documentário “Amazonas, Amazonas” 27/09/2016 às 17:00 - Atualizado em 27/09/2016 às 23:22
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Glauber gravou na Amazônia o documentário “Amazonas, Amazonas” entre dezembro de 1965 e janeiro de 1966 (Normandy Litaiff/A Crítica)
acritica.com Manaus (AM)

Um registro inédito da passagem do cineasta Glauber Rocha pela Amazônia está retratado no livro-reportagem produzido pelo jornalista amazonense Rosiel Mendonça, com previsão de lançamento em 2018. A obra apresenta os passos do cineasta reconstituídos a partir do documentário “Amazonas, Amazonas”, gravado por Rocha na Amazônia entre dezembro de 1965 e janeiro de 1966.

O projeto, intitulado “Amazônya de Glauber Rocha”, foi contemplado pelo Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2015, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), e traz registros inéditos do período em que o cineasta esteve na região.

Segundo o autor, em sua pesquisa ele recorreu a diversas fontes, como livros, jornais da época, acervos pessoais de Glauber Rocha (disponíveis na Cinemateca Brasileira em São Paulo) e do ex-governador Arthtur Reis (na Biblioteca Arthur Reis em Manaus), além de entrevistas com amigos do cineasta e com pessoas que conviveram com ele em Manaus, entre elas Luiz Maximino de Miranda Corrêa, José Gaspar e Fernando Duarte.

“A ideia é reunir o trabalho num livro-reportagem que dê conta do contexto histórico no qual o filme foi realizado, situando essa produção na trajetória pessoal e artística do cineasta”, explicou ressaltando que quanto à linguagem, procurou fazer uma aproximação com o jornalismo literário, com a escrita mais criativa, porém, atenta aos fatos.

O baiano Glauber Rocha foi cineasta, ator e escritor, um dos mais importantes do Cinema Novo, movimento iniciado na década de 60. “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963), “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), estão entre os três filmes que marcam a carreira do cineasta que morreu aos 42 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Rosiel Mendonça é jornalista formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com especialização em Gestão Cultural e, atua como repórter desde 2012. Já trabalhou com pesquisas ainda na faculdade e atualmente faz mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia, também pela Ufam, com um projeto derivado da pesquisa “Amazônya de Glauber Rocha”.

“Considero ‘Amazônya de Glauber Rocha’ como a primeira parte dessa obra, ainda inconclusa. A publicação do material consolidado vai acontecer apenas quando eu concluir o mestrado na Ufam, provavelmente em 2018”, finalizou.

*Com informações da assessoria de imprensa

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