Publicidade
Entretenimento
MÚSICA

Luau Cauxi 4 terá Lia Sophia, Márcia Novo, Alaídenegaõ e Gonzaga Blantez no Olímpico

A cantora que construiu a carreira no Pará trará o mix das fortes influências que possui dos ritmos carimbó e marabaixo, e que dão o tom de sua carreira 13/07/2018 às 16:24 - Atualizado em 13/07/2018 às 16:52
Show b0111 1f
Foto: Divulgação/Wilian Aguiar
Laynna Feitoza Manaus, AM

A música do Norte é do Brasil. Parece óbvio falar nisso, mas não tanto se pensarmos que o termo “regional” pode ser utilizado não com o intuito de identificar a localidade de certa arte, mas para restringir o valor daquela arte somente ao local de onde ela vem. A cantora Lia Sophia, do Pará, explica um pouco desse ponto de vista ao citar algumas formas de preconceito da região Sudeste – onde vive - com a música do Norte. “O público nos abraça, mas alguns palcos não abrem portas para a gente. Alguns jornalistas nos chamam de ‘música regional’, termo que eu rejeito”, comenta.

E ela explica o porquê da rejeição. “Faço música popular brasileira, produzida no Norte. Se pararmos para pensar, a música feita em São Paulo e no Rio de Janeiro não é chamada de ‘música regional’, mas sim brasileira. Eu rejeito e bato de frente com jornalistas por isso. Digo ‘não é porque você não conhece que não é música brasileira’”, enfatiza a cantora, nascida em Caiena, na Guiana Francesa, e que construiu a sua carreira como cantora em Belém, capital paraense. Ela conversou com o BEM VIVER sobre a participação que fará no Luau Cauxi 4 – Carimbolando, que vai acontecer nesta sexta (13), no Olímpico Clube.

Lia já tinha uma fértil carreira artística em Belém quando a música “Ai Menina” entrou na novela “Amor Eterno Amor” (2012), como tema da personagem Valéria. Foi aí que seu talento ganhou o restante do País. A Manaus, ela trará o mix das fortes influências que possui dos ritmos carimbó e marabaixo, e que dão o tom de sua carreira. “Me convidaram e vou feliz da vida. Tenho um público lindo aí. Fui outras duas vezes. Lancei meu quarto disco no Teatro Amazonas com casa cheia e foi maravilhoso. E fiz uma festa no shopping que fica na Ponta Negra. Era um público lindo, com o pessoal cantando comigo”, relembra.

O convite a Lia Sophia partiu da cantora Márcia Novo, parceira de longa data. A banda que vai acompanhar Lia no palco é a Alaídenegão, e Sophia garante que também vai cantar com Márcia para fazer o encontro Belém-Manaus. “Vou cantar ‘Ai Menina’, que não pode faltar; e vou cantar outros carimbós como Pinduca e outra música minha chamada ‘Incendeia’, que fez parte da trilha sonora da novela ‘A Força do Querer’ (2017). As pessoas se identificaram bastante com ela. Os fãs de Manaus me mandaram mensagens pedindo no show”, acrescenta.

Parceria

Lia Sophia conheceu a cantora amazonense Márcia Novo em São Paulo. “Acho que se sacudir uma árvore cai um monte de paraense e amazonense (risos). Era um projeto de vários artistas que iam fazer uma festa. Foi o maior prazer porque me identifico com a Márcia por ela ter a marca popular na música. Eu também sou uma artista mais popular, como ela, e a gente se curtiu de cara. Pintou essa festa que ela está promovendo e ela me chamou. Já estivemos no palco juntas cantando em São Paulo”, destaca Lia.

A artista mora na “terra da garoa” há três anos, e embora perceba que ainda existe certo preconceito com a música feita no Norte, ela declara que, por sua vez, o carinho do público diz o contrário. “Sinto que o público nos recebe de uma maneira linda. Fiz um show de São João na Avenida Paulista, num palco importante que lotou a região onde eu estava. Eu cantava um pouco de carimbó, dizia a letra, e o público saía cantando, girando. O público abre os braços mesmo. Em todo show que faço em SP vejo o povo enlouquecido, dançando”, comemora ela.

História

Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Pará, Lia começou sua ligação com a música por volta dos sete anos, cantando na igreja. Ela ganhou um violão da mãe, começou a estudar piano e se desenvolveu musicalmente. Ao estudar Psicologia, ela decidiu que queria ser independente financeiramente e, mesmo sem querer viver de música pela falta de incentivo da mãe, foi tocar nos bares de Belém, a princípio, para pagar as contas, o que fez por oito anos. Em 2005, lançou seu primeiro disco, com composições suas e de parceiros. E é essa união que Sophia exalta.

“Projetos como a festa da Márcia Novo, que têm a intenção de juntar a galera da Amazônia, precisam se fortalecer. Temos que nos fortalecer internamente, temos que fazer, primeiramente, com que as pessoas da nossa cidade nos curtam, nos divulguem, comprem nossa música. Em Belém temos essa cena de artistas que fazem shows e que o público assimilou, assumindo que aquela cultura vem dali. Que aquele é o seu mundo e o seu lugar”, completa.

Serviço

o quê: Luau Cauxi 4 - Carimbolando

quando: Sexta, 13 de julho, a partir das 21h

onde: Olímpico Clube (Av. Constantino Nery, 1105)

quanto: De R$ 20 a R$ 30

Publicidade
Publicidade