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‘Lugares que o dia não me deixa ver’ ilumina fachadas históricas da Rua Visconde de Mauá

Rua é conhecida por ter marcado o início da capital amazonense, e abrigava comércios voltados para a manutenção de navios 15/09/2014 às 09:57
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O projeto é realizado pelo Ponto de Cultura Casarão de Ideias, e tem o apoio do Itaú Cultural
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 Na próxima segunda-feira (15), quatro fachadas abandonadas da Rua Visconde de Mauá, localizada no Centro Histórico de Manaus receberão o banho de luz cênica no 2º dia do projeto “Lugares que o dia não me deixa ver”, que está em sua 3ª edição. As edificações, que no período do apogeu da Borracha eram residências e comércios, serão iluminadas das 18h até às 22h. O projeto é realizado pelo Ponto de Cultura Casarão de Ideias, e tem o apoio do Itaú Cultural.

O diretor-geral do projeto, o ator e bailarino João Fernandes, destaca que as iluminações na rua serão projetadas na frente de cada fachada como se fossem uma espécie de “corrente” a interligar cada edificação, de modo a convidar as pessoas que transitarem pelo espaço a passar na frente de cada fachada histórica. “O grande ponto de referência da rua no passado foi o Museu do Porto de Manaus, e o projeto arquitetônico do local, resultante da Belle Époque”, assegura Fernandes.

Conhecida como a rua em que “Manaus começou”, a Visconde de Mauá, no período entre 1877 a 1920, ficava nas imediações da Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, segundo Geraldo dos Anjos, secretário-geral do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA). “Nesse período, a cidade foi expandindo suas ruas, no sentido de partir da Visconde de Mauá até a rua Geraldo Ramos, e ir desmembrando outras. Era definitivamente a parte mais habitada da cidade. E a partir de 1906 houve a inauguração do Porto de Manaus, o que deu uma importância maior às redondezas”, pondera ele.

Da rua Visconde de Mauá – à época, rica em comércios - é possível avistar o Rio Negro. Algumas casas da região abrigavam locais voltados para a manutenção dos navios e demais embarcações que chegavam da Europa, principalmente de países como a Inglaterra e França, cuja mão-de-obra e materiais transportados preparavam a cidade para ser banhada pela Belle Époque. “No local onde funcionava o Museu do Porto ficava a Casa das Máquinas, que fazia funcionar o guindaste do Porto de Manaus naquele período também”, ressalta Geraldo.

As casas abandonadas do local eram residências familiares e comércios, e todo o entorno da rua – contemplado pelas atividades do Porto de Manaus – era movido pela entrada e saída das embarcações, o que culminava em um espaço movimentado e também inclinado ao entretenimento, coloca o secretário-geral do IGHA. “Nos arredores da Praça Dom Pedro II funcionavam os teatros, e próximo ao Cabaré Chinelo funcionava um grande salão de jogos. Em 1920, Manaus começou a declinar nas questões econômicas, o que culminou no desaparecimento da cidade imaginária da Borracha”, encerra Dos Anjos.

2ª edição


A edição passada do projeto iluminou 15 lugares do Centro Histórico de Manaus, tanto com as luzes tradicionais quanto com as intervenções artísticas. Entre as fachadas iluminadas estiveram a Santa Casa de Misericórdia, que além das luzes recebeu uma mostra fotográfica do grupo “A Escrita da Luz”; o Palacete Nery, que recebeu também uma performance teatral, onde atores e atrizes trajavam indumentárias de época; e o chafariz da Praça da Matriz, que foi decorado com uma performance de balé.

*Com informações da assessoria de comunicação.

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