Domingo, 26 de Janeiro de 2020
Música

Banda Luneta Mágica anuncia novo disco e série de shows

Banda amazonense lançará em janeiro o álbum 'No Paiz das Amazonas' e apresentará as novas canções ao público com shows nos dias 20, 21 e 22 de dezembro



BV0118-004F_56E4C2C0-C259-4701-A9F9-164CF6AB3507.jpg Foto: Divulgação
19/12/2019 às 17:36

Há um velho jargão popular que diz: em time que está ganhando, não se mexe. Mas, para a banda amazonense Luneta Mágica, seguir a máxima a risca parece estar bem longe dos planos. Do ápice de uma trajetória que já passou por palcos consagrados dentro e fora do País - como dos festivais Bananada (GO), Lollapallooza (SP) e SXSW (EUA) - o quinteto não se intimida na busca pelo novo e promete provar isso em seu mais novo trabalho, o disco ‘No Paiz das Amazonas’, com previsão de lançamento para janeiro de 2020.

“O público pode esperar uma Luneta muito diferente de tudo o que já foi feito até hoje”, adianta o vocalista e multi-instrumentista Pablo Araújo. As primeiras amostras das onze canções que integram o trabalho poderão ser conferidas já neste final de semana, em uma série de shows pela capital amazonense. Na sexta (20), o grupo se apresenta no Spot, que acontece na Cave do Belle Epoque, às 20h. No sábado (21), na Casa de Cultura Joaquim Marinho, às 23h; e no domingo (22), no Estúdio Sonora Music, às 21h.



“É difícil definir o que estamos fazendo. A gente tem trabalhado bastante com elementos de bateria e percussão e isso tende a mudar a energia do show. Optamos por fazer essas apresentações em lugares menores e mais intimistas para promover um contato mais direto com o público”, conta o músico.

‘Exílio’ amazônico

O novo álbum traz no nome uma referência ao documentário “No Paiz das Amazonas”, registrado pelo cineasta luso-brasileiro Silvino Santos, em 1922. De acordo com Pablo, as obras, com quase cem anos de diferença entre si, se relacionam ao apresentarem para o resto do mundo uma Amazônia distante, porém repleta de belezas - sejam naturais ou musicais. “O nome conta muito dessa distância que Manaus tem do restante do Brasil. É quase como se vivêssemos em um outro País pela distância geográfica”, pontua.

Para traduzir fielmente a essência amazônica que buscavam apresentar, o quinteto se “exilou” por alguns dias no Sítio Agroflorestal Carapanã, localizado no KM 86 da rodovia AM-010. Distante do caos da cidade grande, reuniram composições guardadas nos últimos cinco anos e embarcaram em um processo de redescobrimento.

“A gente tinha muito material acumulado nesses últimos anos e como o disco é um pouco conceitual, tem a ver com essa coisa da natureza e da floresta, decidimos que era legal a gente juntar esse material e ir para um espaço onde a gente pudesse ficar mais em contato com a natureza e obter novos resultados”, conta Pablo. 

O disco, produzido de maneira independente, conta com produção musical assinada pelos próprios integrantes e será distribuído nacionalmente através do selo Fluve, vinculado à gravadora Som Livre. O novo trabalho dará a largada nos planos da banda para 2020, que pretende anunciar datas em outras cidades logo após o lançamento. 

“Eu acho que o maior legado que a gente pode deixar é mostrar para outras bandas que estão começando que há possibilidade. Somos capazes de fazer música de qualidade, circular e atravessar essas barreiras físicas e mentais que acontecem aqui”, conclui Araújo.

Destaque no ‘Le Monde’

Na última semana o grupo foi destaque em um artigo publicado no renomado jornal francês ‘Le Monde”. O texto fazia menção aos artistas que participam da coletânea L’Amazone, produzida pela gravadora francesa Accords Croisès que reúne trabalho de nomes como Dona Onete, Karine Aguiar e Djuena Tikuna.

Repórter de A Crítica

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