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Moda

Made In Brasil: estilistas nacionais passam pelo Super Bazar da Cris, em Manaus

Ambas de São Paulo, Mariana Penteado e Nathália Batista expuseram suas marcas no evento 15/04/2016 às 19:04 - Atualizado em 15/04/2016 às 20:11
Show mari
A grife de Mariana Penteado se inspira na moda indiana, com batas e kaftans (Foto: Aguilar Abecassis)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

A renomada estilista Mariana Penteado (SP) está ampliando os horizontes e agora está apostando no mercado americano. A fashionista acaba de lançar um novo site (www.marianapenteado.com) onde vai passar a atender as demandas do público dos Estados Unidos. A novidade foi revelada durante a 2a edição do Super Bazar da Cris Gourmet, onde ela está com um estande da marca homônima disponível aos compradores que passam por lá.

Penteado, que é ex-diretora de merchandising da Daslu, tem uma marca que abrange roupas inspiradas na moda indiana. Todo o seu produto vem importado de países como Índia e Marrocos. “Como meu produto já é importado, feito lá fora, senti vontade de exportar e abri alguma coisa no exterior. Aí eu lancei o site”, diz ela. No novo endereço eletrônico, é possível que o cliente encomende as peças.

Para os Estados Unidos, nada do estilo com o que ela já trabalha foi adaptado. “Os meus produtos não vem mais para o Brasil. Vão direto do Marrocos e da Índia para lá. O que estou tentando fazer é desenvolver uma parte aqui no Brasil para exportar”, destaca ela, que para o Super Bazar da Cris, trouxe coleções oriundas da Índia, Marrocos, Ucrânia e Grécia. “Acho que o que é legal hoje é que as pessoas gostam de misturar estilos e procuram isso. Sabem que fazemos essas misturas”, declara ela.

Um dos destaques do estande de Mariana no Super Bazar são as sandálias gregas, feitas de couro grego artesanal. “Vem do curtume mesmo. Os adornos possuem miçangas ou pompom, são feitos à mão. Encomendo de uma grega que faz o trabalho dela há pouco tempo lá. E quem vai para o verão europeu já pode pensar em usar com as batas”, pontua Penteado, que busca países cujo trabalho possuem mão de obra astesanal.

“E são trabalhos que a gente não consegue ter essa mão de obra especializada aqui no Brasil. O que eu faço bastante no Brasil é couro, porque acho o nosso couro muito bom, e temos mão de obra para isso. Mas há alguns bordados que não adianta querer copiar, porque não vai ficar igual”, destaca ela. Entre as batas e calças soltas que ela trouxe, há alguns itens da Ucrânia, que correspondem à linha já trabalhada por Mariana.

“As roupas ucranianas são de linho e feitas em ponto cruz. Na verdade, o linho dá o peso do bordado, porque a manga armada é típica da roupa. Tem variações de cor, que são lindas”, lembra ela, falando em seguida das batas do Marrocos. “Estas são feitas de algodão egípcio, que são bem fininhos, parece uma fraldinha”, complementa. Já as batas indianas, segundo Mariana, tem um toque especial. “Nas batas da Índia, o que ninguém faz é isso: eles bordam uma parte à maquina, e bordam outra parte à mão. Eles não tem preguiça na Índia de customizar roupas em cima do que já foi feito”, considera.

Roupas ‘de baixo’

Já a marca da consultora de imagem Nathália Batista (SP) acaba de nascer. Batizada de “De Lingerie”, o projeto abarca roupas de sleepwear e lingerie. “Para o bazar, trouxe bastante tops, para você usar com a lingerie aparecendo. São tops que você pode usar com as costas de fora, mostrando todo ele. Trouxe umas peças de seda, camisolas e macaquinhos. A minha linha é muito focada nisso, na qualidade, com matérias nobres. Eu uso renda francesa, tudo é 100% seda, é tudo feito à mão”, pondera Batista.

No estande de Nathália, a linha “Mãe e Filha” chama muita atenção. Nela, o baby doll da mãe é igual ao baby doll da filha pequena. “O mais legal é o chinelinho, que você pode personalizar com as suas iniciais”, destaca. Sua marca está focada nas roupas “de baixo”, mas a ideia também é sempre fazer uma peça de roupa que possa complementar a beleza dos tops. “Trabalhar com moda não é fácil no nosso país, mas quero continuar trabalhando com consultoria de imagem, que é o que eu faço, dando workshops, palestras... quero em breve dar um workshop em Manas também”, garante ela.

Em 2016, ela irá circular por várias cidades do Brasil com os workshops. “Comecei um quadro lá em São Paulo, na TV Gazeta dando dicas sobre moda”, diz. Questionada como é conciliar a moda com a consultoria, Batista é categórica ao afirmar que isso muito lhe ajuda. “Isso porque eu converso com muitas mulheres e vejo as dificuldades. Os tops, por exemplo. Muitas mulheres me falavam que os tops do mercado eram bonitos, mas que não sustentavam os seios. Então essas ideias se complementam bastante”, encerra.

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