Domingo, 21 de Julho de 2019
TELEVISÃO

Malvino Salvador fala sobre Agno, seu personagem em 'A dona do pedaço'

Seu sexto papel em tramas de Walcyr, Malvino comemora seus 15 anos de carreira com sucesso no horário nobre e mostra que está pronto para novos desafios



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08/07/2019 às 11:28

A Dona do Pedaço, nova novela das 21h da TV Globo, mal estreou e o personagem Agno, vivido por Malvino Salvador, já está dando o que falar. Em pouco mais de 40 capítulos, a novela de Walcyr Carrasco já mostrou o empresário recusando ter relações sexuais com a esposa Lyris (Deborah Evelyn), tendo encontros casuais com garotos de programa, uma aproximação interessante com Rock (Caio Castro), além de estar armando um golpe na própria família. E o ator promete: muita coisa ainda vai acontecer daqui pra frente. Seu sexto papel em tramas de Walcyr, Malvino comemora seus 15 anos de carreira com sucesso no horário nobre e mostra que está pronto para novos desafios. Em conversa com o BEM VIVER TV, o ator amazonense, nos contou sobre as motivações de seu personagem, sua sexualidade à flor da pele e os rumos do folhetim. Confira alguns trechos da entrevista com o ator.

O Agno de A Dona do Pedaço é seu sexto papel em tramas de Walcyr Carrasco. Como avalia essa parceria de sucesso entre vocês?

Tenho um grande carinho pelo Walcyr. Ele sempre me presenteou com personagens incríveis, diferentes. Devo muito a ele nesse sentido. É difícil para um diretor, autor escolher um ator e apostar que ele vai desenvolver um trabalho diferente do que já foi visto. Geralmente apostam em algo que já deu certo. Alguns atores fazem só um perfil de personagem. Já fiz um cozinheiro, vilão, boxeador, protagonista. Estou com muita vontade de tirar o máximo das cenas.

O Agno possui várias nuances. É possível trabalhar a personalidade dele de várias formas. Você o vê como um vilão?

O Agno é um ser humano que tem seus defeitos e qualidades. Ele está passando por um momento onde ele vai mostrar algumas facetas dele. O público vai dizer se é bom ou não. Acho que o Agno viveu uma farsa e isso de certa forma afeta a pessoa. Isso é ele agora, não sei como pode ficar lá pra frente. Mas o que dá pra notar é que ele ama de verdade a filha Cássia [Mel Maia], e isso será preponderante quando ele se separar da mulher.

A sexualidade de Agno é um dos focos do personagem. Isso já estava definido antes ou é algo que está em aberto?

Até hoje não sei, está em aberto. O que sei que ele não é heterossexual. Não se se é gay ou bi. Até o momento ele rejeita a mulher e sai com garotos de programa. O Walcyr joga muito com o que ele assiste, com a própria trama, vai se inspirando, adaptando.

De qualquer forma, vemos o Agno como um personagem LGBT, de que forma você vê esse tema sendo abordado da televisão e a sua importância?

É um tema super importante e sempre será importante. Vivemos num mundo com muito preconceito. Não sei como o autor vai desenvolver isso ou se isso vai inspirar alguém. Meu foco é encontrar o cerne e momentos onde ele mostra quem ele é, e nesses momentos isso pode funcionar como um espelho para as pessoas, contribuir como dramaturgia, inspirar quem nunca teve a ideia de como as pessoas podem sofrer o preconceito e se sensibilizar com isso. Nesse ponto a dramaturgia é muito importante.

Você é de Manaus. Como é a sua relação com a cidade atualmente? Você costuma vir a cidade com frequência?

Eu vou muito a Manaus. Inclusive no final do ano irei novamente, passar o Natal com a minha família. Tenho meus amigos em Manaus. É a minha cidade, onde formei meu caráter. Sou manauara de corpo e alma, embora adore morar no Rio, onde vivo hoje com minha filhas e minha mulher. Sempre estarei em Manaus, adoro passear comer as comidas típicas, da minha avó. Esse ano irei levar minhas filhas para a floresta, conhecer aldeias indígenas.

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