Sábado, 24 de Agosto de 2019
Vida

Manauaras aderem à adoção de animais domésticos

Inúmeras vantagens vêm refletindo numa mudança significativa na sociedade brasileira, que, cada vez mais, adere à iniciativa de adotar um parceiro de quatro patas. No Amazonas, esse crescimento não é diferente



1.gif Nove cachorros disputam a atenção da empresária Mônica Abreu e sua família. “Trato todos como filhos”, reforça ela
05/10/2014 às 17:51

Os benefícios de se ter um bicho de estimação vão além dos sentimentos de lealdade e companheirismo que brotam entre os animais e seus donos. Muito além. Dezenas de pesquisas e estudos ao redor do mundo comprovam: as pessoas que têm bichos em casa vivem mais e com melhor qualidade de vida do que as que não têm. Tais vantagens vêm refletindo numa mudança significativa na sociedade brasileira, que, cada vez mais, adere à iniciativa de adotar um parceiro de quatro patas. No Amazonas, esse crescimento não é diferente.

“O animal faz bem para o coração e à alma”. Com essas palavras, a empresária Mônica Abreu descreve a sua afeição pelos bichos. Ao lado do marido e das filhas, ela acolheu não um, mas três cachorros, as fêmeas Pipoca e Jujuba e o macho João. No total, nove cães disputam, diariamente, a atenção do clã. “Nós somos loucos por animais. Até brincamos que aqui em casa os cachorros mandam mais que a gente. Ficam soltos o dia todo, brincam, correm e, se deixar, destroem a casa (risos)”, confessa Mônica, em entrevista ao VIDA & ESTILO. “Trato os cachorros como filhos”, reforça.

Dentre os bichinhos, somente um é de raça. O restante, todos vira-latas. “Acredito que as pessoas têm que acabar com esse preconceito contra o vira-lata. Todo cachorro tem o seu valor. Ouvi uma frase linda da minha filha quando ela era criança, ‘O mais legal do vira-lata é que ele é único, ninguém vai ter um igual’”, recorda a empresária, que não recolheu o trio de um abrigo da cidade, e sim das ruas. O mais novo membro da família, João, por exemplo, foi vítima de um atropelamento. “Ele (o João) sofreu uma fratura na coluna. Todo mundo dizia que ele não iria andar, mas não desistimos. Procurei tratamentos e, hoje, ele faz acupuntura e fisioterapia. Felizmente, estamos vendo resultados e o João já mexe as patinhas”, revela.

Com tantos cachorros (sendo quatro deles machos), ela reconhece que, no início, a convivência entre os bichos era um pouco complicada. Foi necessário o auxílio de um adestrador e a castração de todos os cães. “Hoje, todos convivem bem”, pontua. “Aqui, todos são loucos por eles, até quem trabalha conosco. Tenho sorte de morar em uma casa com um quintal grande, então não preciso me preocupar em passear com eles. Os cachorros ficam soltos o dia todo. Eles têm uma rotina para o horário da alimentação e de dormir. Depois que eles se acostumaram com isso, ficou tudo mais fácil”.

Felinos

Enquanto a empresária Mônica Abreu é amante dos cachorros, a paixão da dermatologista Valeska Francesconi é justamente pelos seus “arquiinimigos”, os gatos. Atualmente, ela e o marido têm seis felinos, sendo dois persas e o restante, vira-latas. São eles: Chandon, Enzo, Mel, Rildo, Romeu e Nicole. “Sempre fui apaixonada por animais. Tive vários durante minha infância - coelho, pato, tartaruga e cachorro -, mas, foi somente há 8 anos que eu tive meu primeiro gato. Desde então, sou apaixonada por esses seres encantadores”, ressalta.

Depois de comprar os dois persas (Chandon e Enzo), Valeska reparou a enorme quantidade de felinos que perambulam por Manaus em busca de um lar. A partir daí, a dermatologista se tornou contra a compra de animais e totalmente a favor da adoção.

“Aqui na cidade existem algumas ONGs e grupos de adoção de animais. Ele recebem e recolhem animais das ruas, muitas vezes vivendo sob maus tratos, e cuidam desses bichos, castram e os colocam para adoção. É um trabalho árduo, sem ajuda quase nenhuma. Mas, no fim, vale todo o sacrifício”, conta ela, que, volta e meia, ainda recolhe um bicho das ruas da capital. “Já perdi a conta de quantos animais, entre gatos e cachorros, eu resgatei. Sempre tem um (gato) sob os meus cuidados. Vacino, vermifugo, castro e depois coloco para adoção responsável”.

Cantor sertanejo Breno Marx foi um dos que adotaram alguns dos bichinhos

O cantor sertanejo Breno Marx foi um dos que adotaram alguns dos bichinhos acolhidos pela dermatologista Valeska Francesconi. Ele levou para casa um gato chamado Pupunha e um cachorro deficiente, Juca. “Já tive vários outros animais, entre cachorros, gatos e até mesmo cobras. Todos eles doados ou achados em péssimas condições na rua”, diz o músico. “Os dois não têm raça definida e a convivência entre eles é extremamente harmoniosa. Isso tem a ver com a forma como você os apresenta e como os trata”, acredita ele.

Segundo Breno, a relação que tem com os animais “não se trata de defender humanos ou bichos, é apenas o mais forte protegendo e cuidando do mais fraco e necessitado”. “Sempre amei animais. E se tratando de bichinhos frágeis, maltratados e muitas vezes mutilados, a vontade de cuidar e dar boas condições é ainda maior”, completa o cantor, referindo-se a Juca, que só tem três das quatro patinhas. “O sentimento de poder cuidar, amparar e dar boas condições de vida é algo que não tem preço”.

“No fundo, esses animais só precisavam de algo que todos nós sempre buscamos: mais uma chance para amar, ser amado e muito feliz”, finaliza.

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