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Manaus participa de Concurso Nacional de Marchinhas no RJ

A classificação do Amazonas, por meio da composição 'Mamãe eu quero ser, papai não deixa', de Leo Santos, entrará no CD oficial do concurso 19/11/2014 às 12:38
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As marchinhas participantes do concurso apostam na irreverência. Leo Santos (à direita na foto) é o compositor da Marchinha que representará o Amazonas
Rafael Seixas ---

A marchinha “Mamãe eu quero ser, papai não deixa” está representando Manaus no 10° Concurso Nacional de Marchinhas da Fundição Progresso, que este ano recebeu 1.339 composições vindas de todas as regiões do Brasil. A semifinal acontece no dia 18 de janeiro e a finalíssima está marcada para o dia 1° de fevereiro, com transmissão ao vivo e votação interativa por meio do programa “Fantástico”, da TV Globo. Os bailes acontecem na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

A classificação do Amazonas, por meio da composição de Leo Santos (foto em destaque), funcionário público federal, já pode ser considerada uma vitória, pois a canção entrará no CD oficial do concurso. Ele, que desde os dez anos de idade compõe e canta, trabalhou durante dois anos nesta música, que trata de forma bem-humorada sobre o tema “homossexualidade”.

“Para todo mundo é uma surpresa. Estava trabalhando há dois anos nesta marchinha. Por se tratar de um tema bem delicado, não podemos falar certas coisas. Foi uma surpresa ser classificado, mas ao mesmo tempo fiquei orgulhoso pela valorização do meu trabalho”, disse Leo Santos, de 53 anos de idade, que aos 10 anos chegou a se apresentar no programa “Cirandinha na TV”, da extinta TV Ajuricaba.

A ideia para o tema surgiu numa confraternização entre amigos. “O Paulo Peruca, percussionista, chegou comigo e disse: ‘Oh, meu jovem, posso lhe dar uma sugestão? Tenho um tema, sei que você é compositor, e quero que faça um trabalho em cima disso’. Na época era um tema bastante debatido em novelas e programas. (...) Assim começou a fluir a ideia e acredito que cairá na boca do povo”.

Selecionados

Além de “Mamãe eu quero ser, papai não deixa”, o júri escolheu as marchinhas “Adoro celulite”, de Jota Michelis e Gustavo Krause, do Recife; “Japa”, de Sergio Turcão e Jica Thomé, de São Paulo; “Vai virar corno”, de Caio Martinez e Fernando Leitzke, de Porto Alegre; “Chiclete”, de Chico Alves; “Marchinha Literária”, de Roni Valk, ambas do Rio de Janeiro; “Na tua presença”, de Miguel Arruda e Sergio Arruda, de Londrina; “Coração de Carnaval”, de Paulo Sá e Leo Almeida, de Brasília; “Quarta de Cinzas”, de Valéria Cássia Pisauro e Guilherme Lamas, de Campinas; e “Fucei seu feice”, de Paulo Padilha, de São Paulo.

Crivo

As 1.339 músicas concorrentes desta edição foram avaliadas por um júri formado pelos cantores Alfredo Del Penho e Pedro Paulo Malta, a compositora e instrumentista Ignez Perdigão, a atriz e transformista Rogéria, o maestro Luis Felipe de Lima, a analista de mídia Leticia Gabbay, o DJ Chicote e o DJ e crítico de cinema Marcelo Janot.

O resultado e outras informações sobre o concurso podem ser conferidos no site www.concursodemarchinhas.com.br, que também reúne um banco de dados das edições anteriores.

Trecho de ‘Mamãe eu quero ser, papai não deixa’

Mamãe eu quero ser papai não quer deixar/ Eu já tentei de tudo não dá mais pra segurar/Mamãe eu quero ser papai não quer deixar/Ajuda senão vou me entregar/Tentei Juvenal na passarela/Quis ser Elton John não fui cantor/Pensei em Roberta Close/Achei que era Rogéria/Eu sempre fui mais macho que o Clô/Pensei ser doutor advogado/Você me falou agora vaiPois trabalhar no fórum, passar de vara em vara/Era o maior desejo de papai

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