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Maracatu Eco da Sapopema celebra seus sete anos com muita música

Grupo musical comemora promovendo a segunda edição da 'Noite da Saia Rodada' nesta sexta-feira, dia 17 15/06/2016 às 17:00
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Marcelo Nakamura e Clóvis Rodrigues dividem o palco com o anfitrião Eco da Sapopema (na foto) na festa
acritica.com Manaus (AM)

O Maracatu Eco da Sapopema comemora seu aniversário de sete anos promovendo a segunda edição da “Noite da Saia Rodada” nesta sexta-feira, dia 17, a partir das 21h, na sede da Assinpa (Associação dos Servidores do Inpa, na avenida da Lua, S/Nº, Aleixo). O evento vai reunir atrações do maracatu e de diversos outros ritmos da cultura popular brasileira, como samba de roda, rap, guitarrada e carimbó. Os ingressos para a festa têm preços de R$ 10 (antecipado) e R$ 15 (na hora).

A “2ª Noite da Saia Rodada” vai reunir atrações de maracatu de baque virado, afoxé, ijexá, xote, xaxado, samba de roda, tambor de crioula, hip hop, guitarrada, congo, carimbó, psyco bagaceira e muito mais. DJ Frequência Ruderal, Orquestra Puxirum, Grupo de Dança Afro/Estudantes de Benin/África, Tambor de Crioula Punga Baré Manaus, Maracatu Eco da Sapopema, Grupo Tambor de Cuia, Cida Ariporiá e Negro Lamar, Grupo Cultural Malungo Dudu, Clóvis Rodrigues (da banda Os Tucumanuns) e Marcelo Nakamura são os artistas e grupos confirmados para a nova edição da festa.

Amor à culturaComemorando sete anos de resistência e amor à cultura, o Maracatu Eco da Sapopema foi fundado por um grupo de pessoas vindas de outros Estados do Brasil, que tocavam em grupos de Maracatu de Baque Virado de suas cidades natais e trouxeram para Manaus seus instrumentos de maracatu, bem como a vontade de tocá-los. Ao longo desse tempo, o grupo vem realizando a difusão da cultura do maracatu de baque virado, ritmo percussivo e manifestação cultural afrodescendente.

Os encontros se tornaram oficinas nas quais as pessoas que já tocavam ensinam às novatas a tocar. O primeiro instrutor e puxador foi Marcelo Petratti Pansonato que, além de ensinar a tocar, compartilhava grande material fonográfico de autoria das nações de maracatu do Recife, para que todos pudessem escutar o maracatu original das nações. Jonathan Bugada, o segundo instrutor/puxador, por sua vez, tem a habilidade de construir instrumentos.

Com um número maior de instrumentos, mais pessoas puderam participar da oficina e um grupo foi criado para realizar apresentações na cidade. Com a necessidade de criar uma identidade e consolidar o grupo, foi feita uma eleição na qual o nome “Eco da Sapopema” e as cores verde e laranja foram aceitas pelos integrantes do grupo.

As loas (músicas) interpretadas são de composição própria com características da identidade amazônica. O repertório também possi loas das Nações dos Maracatus de Recife: Porto Rico, Estrela Brilhante e Leão da Campinha. Desde a fundação, já passaram pelo grupo várias pessoas, e atualmente o Eco da Sapopema conta com 20 integrantes atuantes, que dividem as responsabilidades e tarefas que dão subsídios à manutenção do grupo.

A cultura do maracatu de baque virado tem suas origens em Pernambuco, difundindo-se pelo Brasil e pelo mundo, a tradição representa cortejo de coroação do Rei e Rainha das cortes africanas e possui forte ligação com os preceitos e religiosidade do candomblé. Em dezembro de 2014, a tradição recebeu o título de patrimônio cultural imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Natureza e música

O nome “Eco da Sapopema” remete à região Amazônica. Sapopemas, ou raízes tabulares, são projeções das raízes das árvores que funcionam como estrutura de sustentação. Os povos da floresta utilizam as sapopemas para comunicação, uma vez que, quando se bate nessas raízes, o ruído reverbera por todo o tronco, produzindo um eco que é ouvido a grandes distâncias.

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