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Marco Nanini apresenta espetáculo este fim de semana no Teatro Amazonas

Artista, que interpreta há 13 anos o comedido Lineu Silva da série “A grande família”, da TV Globo, apresentará seu espetáculo “A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento” 14/10/2013 às 09:42
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Para Nanini é um imenso prazer atuar no lugar onde lhe despertou a fantasia
Rafael Seixas ---

A entrevista de Marco Nanini para a reportagem do BEM VIVER foi marcada por muitos risos e lembranças de uma Manaus da década de 50: sem computador, Internet e até televisão, mas com um “charme e um rio maravilhoso”. O artista, que interpreta há 13 anos o comedido Lineu Silva da série “A grande família”, da TV Globo, está ansioso para apresentar seu espetáculo “A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento”, no Teatro Amazonas, o qual lhe despertou, mesmo sem saber, a fantasia do teatro.

Nascido em Recife, em 1948, e filho de pai hoteleiro, Nanini mudou ainda criança (com quatro anos de idade) com a família para Manaus, onde permaneceu até os seis anos.

“Lembro bastante de uma Manaus da década de 50, totalmente o contraste de hoje, com computador... Nessa cidade não tinha televisão, era só rádio, uma cidade charmosa com um rio maravilhoso, com a vegetação exuberante para uma criança. Tenho as melhores lembranças possíveis desse lugar mágico. Ia muito à Maloca dos Barés, um barracão, uma casa de shows que ficava à beira do Rio Negro, perto do antigo Hotel Amazonas. Subi em mangueira, brinquei até numa construção, numa reforma da cúpula do Teatro Amazonas”, recorda o artista.

Amigos e parceiros

O monólogo traça um organograma complexo e irônico, repleto de situações hilárias sobre um dos momentos mais angustiantes e tensos da vida de qualquer trabalhador: pedir aumento ao chefe. Na vida profissional, Nanini disse que nunca passou por está situação e agradece por ter o apoio de seu produtor para resolver essas questões burocráticas.

“Tenho sorte de ter o Fernando Libonati. Ele faz toda essa parte, eu gosto da fantasia. Acho constrangedor negociar sobre quanto valho ou não valho na minha presença física, prefiro que os outros façam isso por mim”, declarou Nanini. O texto da peça é do francês Georges Perec e ganha novos contornos em uma encenação que se caracteriza pela ausência de personagem no estilo clássico e de um enredo tradicional, fatos que transformam o espetáculo em uma palestra de autoajuda.

A montagem também é importante porque conta com direção de Guel Arraes, que por meio deste emplaca seu terceiro trabalho com Nanini nos palcos após 25 anos de muitos sucessos na TV e no cinema.

“Desde que tive com o Guel na ‘TV Pirata’ (programa humorístico dos anos 80) começamos a fazer uma parceria não programada. Lembro que ele me chamou para fazer uma série ‘Brasil Especial’, onde adaptava histórias da literatura brasileira para a televisão, e depois nunca mais paramos de trabalhar juntos”, relembrou o ator. “Essa peça traz um humor sutil, ninguém pode ir esperando cair da cadeira de rir”, destaca.

Lineu Silva

Mudando o assunto para a série “A grande família”, Nanini confessa que não se sente incomodado em interpretar Lineu Silva há 13 anos.

“Da minha cara não tem como se livrar (risos). O trabalho do ator lida com a imaginação, estrutura de texto, de trabalhar intenções. Eu tenho sorte de ter uma equipe muito boa de produção, atores aplicados. Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa (criadores da série) juntaram pai, mãe, filha, filho, genro. São personagens emblemáticos, não tem como enjoar. Se sair do Lineu, eu irei fazer outro avô, concorda? Vai chegar o momento de me despedir, mas ele (Lineu) ficou muito meu amigo”, brincou Nanini, complementando que a série terá uma nova temporada e que no momento ele está em fase de elaboração de um espetáculo, previsto para 2014, com direção de Felipe Hirsch.

Aos fãs e admiradores de seu trabalho, o artista disse que é um imenso prazer atuar no lugar onde lhe despertou a fantasia. “Depois dos anos 80, vou posar novamente aí. Eu tenho muito prazer de levar isso para os manauaras. Espero encontrar muito tucumã, tacacá e ingá”.

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