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Médica veterinária alerta donos de cães e gatos sobre perigos escondidos no quintal

Saiba como garantir um ambiente livre de pragas urbanas e evitar doenças graves nos animais de estimação 26/02/2017 às 05:00
Show pets jardim
Insetos, roedores e animais peçonhentos podem trazer doenças e riscos graves aos pets
Natália Caplan Manaus

Com pessoas e animais de estimação vivendo em apartamentos cada vez menores, ter uma casa para o cachorro rolar pela grama com a garotada e para o gato tomar banho de sol é um privilégio para poucos na “selva de pedra”. Porém, esse contato com a natureza, ainda que saudável, pode esconder perigos. É o que alerta a médica veterinária e gerente de pesquisa da “Dexter Latina”, Francinea Souza, 43 anos.

“As doenças mais comuns são alergias, verminoses, infecções e até ataques de ratos e escorpiões”, diz, ao ressaltar que muitas zoonoses – doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos – são originárias de insetos e roedores que circulam pelas residências urbanas. “As vacinas são fundamentais para imunidade contra doenças sérias”, completa.

Doutoranda em Biotecnologia Veterinária, ela explica que jardins e quintais podem colaborar com a proliferação de pragas. Entre elas, lesmas, carrapatos, roedores e até cobras. Por isso, além da vacinação do pet estar em dia, o espaço deve sempre ser limpo. “A limpeza, além de proteger de doenças, evita a ingestão de materiais estranhos e que os animais se machuquem. E devemos lembrar que entulhos servem de abrigo a diversos tipos de pragas. Desvermifugação também deve fazer parte do calendário de tratamentos dos animaizinhos”, lembra.

Dona de cinco cães, Tanity Miranda, 23, quase perdeu Hayley, de oito anos. A vira-lata foi picada por uma aranha, precisou ser internada para drenagem e uso de antibióticos fortes. Depois do susto, o cuidado com a área externa da casa aumentou. “Agora, nos preocupamos em manter rotina mais severa de controle de insetos, corte de grama e poda das plantas com mais frequência. Aconselho os donos a sempre vistoriar o espaço onde os cães ficam, em busca de insetos. Além disso, ficar atentos. Quanto antes for detectada a picada, mais fácil é o tratamento”, diz.

Alto risco de morte

Com alto risco para seres humanos, a Leptospirose Canina é transmitida pela urina do rato contaminado que, em contato com lesões da pele ou mucosas dos pets, se hospeda na corrente sanguínea. De acordo com a veterinária e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Ana Paula Sarraff, alguns tipos da doença não são contempladas na vacina anual.

“Ainda é muito grande a incidência da doença por dois principais motivos: a contaminação acontece rapidamente e ainda há muitos ratos nas grandes cidades. Por isso é tão importante que os donos de cães e gatos não criem condições para que o rato chegue à sua casa. Comidas e água disponíveis, e entulhos são os principais atrativos para o roedor”, alerta.

Da família dos ácaros, o carrapato se alimenta do sangue dos animais de estimação, transmitindo principalmente duas doenças: erliquiose e babesiose. Ambas provocam fraqueza, anemia, febre e perda de apetite. “Hoje, contamos com uma boa quantidade de produtos preventores do carrapato no mercado, mas é sempre preciso ficar atento ao ambiente, pois se ele tiver infestado o tratamento não será eficaz”, enfatiza.

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