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Melhor que a encomenda: conheça casos de filmes que superaram os livros

O lançamento “Cidades de Papel”, estrelado por Cara Delevingne, pode ser a mais nova inclusão na seleta lista de filmes que superaram sua raiz literária 10/07/2015 às 16:08
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Filme estreou nesta semana nos cinemas brasileiros
Lucas Jardim Manaus (AM)

Durante a turnê de divulgação do filme “Cidades do Papel”, que chegou aos cinemas brasileiros nesta semana, John Green, autor do livro de mesmo nome no qual o filme se baseia, comentou que algumas alterações que os produtores do longa fizeram na hora de adaptar sua obra fizeram-no gostar mais de certos momentos da trama no filme do que suas contrapartes literárias.

Se o sucesso comercial agraciar o filme (caso que cada vez mais parece ser o mais provável), “Cidades de Papel” pode, com essa forcinha do criador de seu material-base, ser a mais nova inclusão na seleta lista de filmes que superaram sua raiz literária e ganharam uma vida superior no cinema e o BEM VIVER TV resolveu revisitar alguns desses filmes para você.

Epa! Final diferente

Mudar alguns trechos ou passagens de livros em adaptações cinematográficas é normal, afinal, as duas mídias são diferentes e o que funciona na página muitas vezes não o faz na tela.

Alguns diretores, no entanto, foram além, optaram por mudar o final de suas obras e se deram bem quando o público comprou sua versão. Obras pessimistas como Laranja Mecânica (1971) e O Nevoeiro (2007) divergem dos livros que os basearam, que contém finais mais ‘upbeat’. O autor de “O Nevoeiro”, Stephen King, adorou o final alterado. Já Anthony Burguess, autor de “Laranja Mecânica”, execrou a mudança no filme.

Clássicas repaginadas

Alguns filmes se tornaram tão célebres que muita gente que teve contato com o material-base jura de pé junto que o filme é melhor. No caso de O Poderoso Chefão (1972), o próprio autor do livro, Mario Puzo, colaborou com o roteiro, eliminando várias subtramas que deixavam seu livro convoluto.

Já em O Silêncio dos Inocentes (1991), o talento do elenco (Jodie Foster e Anthony Hopkins imortalizam seus respectivos papeis) leva o filme a alturas nunca alcançadas pela prosa de Thomas Harris.

Por fim, Tubarão (1975) ganhou o status de clássico de suspense pela decisão dos produtores de filme de investir numa caracterização profunda dos protagonistas, o que o livro de Peter Benchley ignorou.

A arte melhora a vida

Livro de não-ficção virar filme de ficção de sucesso? Difícil, mas não impossível. “Meninas Malvadas (2004) e “A Rede Social” (2010) vieram de panos de fundo bem reais (sem serem biografias, claro, pois esse gênero literário rende sucessos a granel) e viraram obras ficcionais clássicas.

“Meninas Malvadas” tem suas raízes no livro homônimo de auto-ajuda, que dava dicas de como lidar com as pressões sociais pelas quais passam as meninas durante os anos da high school americana, e acabou virando uma comédia hilária roteirizada por Tina Fey.

Já “A Rede Social” se baseou em “Bilionários Por Acaso - A Criação do Facebook: Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”, um relato sobre os anos de formação do popular site, e virou um drama com fortes tons de humor negro dirigido por David Fincher, que concorreu a oito Oscars e levou três (um deles justamente por roteiro).

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