Publicidade
Entretenimento
PSICOTERAPIA

Onde é o meu lugar? Método auxilia pessoas que se sentem ‘excluídas’ da família

Terapia chamada Constelações Familiares ajuda quem está fora do “sistema” a se conectar através do auto-conhecimento 19/03/2017 às 18:45
Show familia 5
Relações com os familiares próximos e distantes são trabalhadas com terapia em grupo (Foto: Divulgação)
Natália Caplan Manaus (AM)

Imagine-se como uma estrela entre milhões, ou como uma pequena folha em árvore frondosa, com um emaranhado de galhos e raízes profundas, nos quais estão guardados segredos ou memórias passadas. Achou estranho? Essa é uma maneira de enxergar um sistema que, até então, parece simples: a família. E é assim que, basicamente, funciona o trabalho de constelações familiares.

“É um método de auto-conhecimento e de tratamento emocional, desenvolvido por Bert Hellinger, através do qual podemos  resolver os ‘emaranhamentos’ com nossa família, nossa ancestralidade”, afirma a psicóloga Vânia Melchionna Franke, 58, que esteve em Manaus na última semana, para trabalhar o método com o tema “Lealdade familiar e ancestral nas relações de casal”.

De acordo com a especialista, o psicoterapeuta alemão, atualmente com 91 anos, observou a repetição de fatos e comportamentos nos sistemas familiares. São mortes difíceis, acidentes, problemas de relacionamento entre pais e filhos, entre outros acontecimentos. Então, o criador do método descreveu “leis” que agem de forma inconsciente nas famílias, chamadas de “ordens do amor”.

“Hellinger descobriu que estas repetições acontecem para que os fatos, ou pessoas esquecidas, ou excluídas do sistema, possam ser vistas e integradas”, explica. “Quando estas leis são desrespeitadas, acontecem os ‘emaranhamentos’ que geram bloqueios em nossas vidas e, até mesmo, problemas de saúde”, completa a gaúcha, que atua na psicoterapia há mais de três décadas.

Método na prática

Segundo Vânia, uma pessoa (o “constelado”) apresenta um tema pessoal a ser trabalhado e escolhe entre os membros do grupo quem representará a si mesmo e seus familiares. Sem saber nada sobre o “constelado”, os representantes informam ao psicoterapeuta (“constelador”) como se sentem. A partir daí, o profissional trabalha até que todos se sintam incluídos e estejam em seus lugares.

“Os representantes, como uma antena, sintonizam o campo morfogenético do ‘constelado’. Este conceito foi criado pelo biólogo Rupert Sheldrake e se refere a um campo energético de informações que todo o ser vivo traz consigo”, declara. “É uma forma de acessar as imagens de nosso inconsciente coletivo e substituí-las por outras que promovam a saúde e o desbloqueio”, ressalta a Vânia.

Benefícios imediatos

Baseado nos mesmos conceitos das constelações familiares, foram desenvolvidas técnicas para atendimento individual para quem não se sente bem em trabalhos de grupo ou quando não há representantes disponíveis. Público-alvo: adultos com dificuldade/bloqueio em uma ou mais áreas da vida; que desejem ter maior compreensão de si; ou resolver situações/padrões  familiares disfuncionais.​

A psicóloga afirma que a técnica das constelações familiares traz benefícios imediatos. É possível sentir grande alívio e desbloqueio de sentimentos; novas e esclarecedoras percepções a respeito da dificuldade ou bloqueio em pauta (insights). A médio e longo prazo é possível que, por sincronicidade — aparecimento de “coincidências significativas”, na maioria das vezes improváveis.

Serviço

O quê: Terapia de ‘Constelações Familiares’
Onde: Clínica Knesys, rua Ernesto Pinto Filho, 16, Quadra G, bairro Parque Dez de Novembro
Informações: 99204-9724

Publicidade
Publicidade