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Mil e um talentos: Levi Lima, uma das atrações do Baile do Hawaii 2016, fala de sua trajetória

À frente da banda Jamil e Uma Noite desde 2011, cantor se apresenta em Manaus no dia 23 de janeiro, na tradicional festa do Tropical Hotel 24/12/2015 às 17:23
Show 1
Levi Lima assumiu os vocais da banda Jamil e uma noites em 2011
acritica.com Manaus (AM)

Compositor, tecladista, cantor, e conhecedor de vários instrumentos, Levi Lima é considerado um dos melhores cantores da música baiana. Ele, que há quatro anos está à frente da banda baiana Jammil e Uma Noite, fala com exclusividade ao BEM VIVER sobre a carreira e projetos. Ele, ao lado do Jamil,  fará show no Baile do Hawaii 2016,no dia 23 janeiro, no Tropical Hotel. 

Natural de Pernambuco com 33 de idade, Levi se mostra um músico maduro e apaixonado pela profissão. Sua paixão pela música começa muito cedo, quando ainda criança. Seu talento começou aparecer muito precoce, por volta dos quatro anos. “Minha família é evangélica e era natural irmos para a igreja e cantar. Eu gostava de ficar cantando os hinos”.

O gosto pela melodia fez com que Levi começasse a estudar piano aos sete anos. Logo depois, seu pai percebeu o seu interesse pelos instrumentos musicais e o matriculou em aulas de violão. Não parou por ai, uma vez que ainda teve tempo para estudar flauta.

“Eu toco um pouquinho de cada instrumento. Não me considero um multi-instrumentista, pois acredito que para isso precisa se aprofundar a fundo em vários instrumentos”, afirma o cantor.

Mesmo assim, sua relação com a música é tão intensa que optou por fazer licenciatura em Música em uma faculdade pública de Salvador. No entanto, com o início de sua carreira teve que interromper os estudos. “Com as viagens e a agenda apertada era difícil manter qualquer atividade paralela. Fui obrigado a me afastar. E em faculdade publica é mais complicado. Além das greves, as aulas eram o dia inteiro”, explica.

Apesar de tudo, o pouco tempo na faculdade foi importante para sua carreira, pois auxiliou muito sua maneira de compor. “Aprendi a tecer os arranjos das composições da minha música. O estudo teórico dos instrumentos me ajuda muito, até hoje”.

Levi fala ainda de suas composições. Afinal, em quatro anos, suas músicas já foram destaques em cinco novelas. Ele explica que todas as letras de sua autoria são compostas para gerar sensações de bem estar. “Acho que o desenrolar dessa criação, entre letra, melodia e arranjo tem que fazer bem às pessoas. O que eu e banda Jammil gostamos de transmitir são sensações de otimismo, alegria, felicidade, reflexão positivas” explica o vocalista.

Trajetória

Antes de sua ascensão meteórica, Levi Lima foi cantor de uma banda de forró, tocou teclado em banda de samba e, por influencia de amigos, foi parar em uma banda de axé, onde foi descoberto por um empresário.

Mas foi justamente nessa primeira experiência única, em trio independente - trio que sai sem bloco, aberto ao público em horário alternativos - que surgiu a oportunidade de entrar no mercado e trabalhar com empresário de grandes artistas.

“Eu estava cantando no trio elétrico, às 6 horas da manhã, e tinha um empresário que morava no final do percurso Barra/Ondina, e mandou que a equipe dele fosse atrás. Dali, surgiu a oportunidade de eu cantar na minha primeira banda, onde tive a oportunidade de gravar minhas músicas”.

E é perceptível a sua paixão pela composição. É possível ver o brilho no olhar quando Levi explica o seu lado autoral. “Acho bacana, porque você pode se expressar de uma forma mais ampla, com o diálogo através da música”, declara o cantor.

Indicação ao Grammy

Como se não bastasse Levi emplacar cinco temas de novelas, ele também recebeu indicação ao Grammy Latino da Música. “Quando aconteceu de eu ir para o Jammil, eu já conhecia o meu empresário Paulo Borges, e também a minha equipe. Logo, no primeiro ano, estouramos uma música minha na novela “Fina Estampa”, que se chama “Colorir Papel”, e já estamos na quinta novela com música. Já ganhamos vários prêmios, E já fomos indicados ao Grammy Latino com o DVD anterior a esse”.

O cantor fala também que não há pressa para suas composições. E explica que, para ter um bom produto, é necessário ter paciência e saber o que quer “A gente faz sem ansiedade e sem pressa, fazemos com consciência e com a certeza de onde queremos chegar e sem querer pular etapas, falando sobre o que a gente gosta de falar, sobre o lado bom das coisas e, aos poucos, cada vez mais pessoas entendem qual mensagem a gente que passar”, explica o cantor.

Sua aparição no meio musical Business se deu com a canção “Palácios e Castelos”, que foi regravada em ritmo de forró pela antiga Forró do Moínho e, atualmente, foi repaginada pela dupla Simone e Simaria, e também pelo sertanejo Luan Santana. Dai em diante não parou mais de ser procurado por vários artistas que encomendavam suas músicas. Em 2001, Levi foi convidado para substituir o vocalista da banda Jammil e Uma noite.

‘De todas as praias’ traz hits ao vivo

No mais recente DVD da Jammil – o primeiro DVD ao vivo sob comando do vocalista Levi Lima, as 25 músicas já justificam o sucesso da banda e, lógico, de Levi Lima que se consolida a cada dia como um dos grandes nomes da história da música nacional.

“Jammil - De Todas As Praias” traz a gravação de dois shows especiais da banda: “Ao Vivo em Maceió” e “Acústico em Salvador”. Clássicos como “Milla” e “Praieiro” compõem um set list perfeito e também conta com a participação especial do convidado Saulo (Banda Eva) na música “Cadarço, Sapato e Chiclete”. E outros convidados fazem a celebração de uma fase, como a do grupo Pollo em “Gênio da Lâmpada”, e de Bruno Cardoso (Sorriso Maroto), em “O Melhor Pedaço”.

“Jammil de Todas As Praias” traz ainda extras dos bastidores de ambas as apresentações, além do videoclipe da canção “Você é Tudo”. Nesse primeiro trabalho de Levi, em DVD, destaque para “Jammil na real” que é um multimídia somente de clipes e um documentário que conta a “Rota do Ouro”, que saia de Minas Gerais e vai até Parati.

Ponta do Humaitá

Ainda sobre o novo trabalho, “Jammil - De Todas As Praias” tem parte gravada em Salvador e Levi conta que uma das suas composições - “Sublime” - foi feita, exclusivamente, para a Ponta do Humaitá. Lá a banda possui um projeto cultural com eventos mensais e gratuitos com o objetivo de chamar a atenção para os desastres ambientais que são causados pela pesca predatória com bombas.

 “Em cada edição buscamos trabalhar com temáticas de preservação. A pesca com bomba é danosa ao meio ambiente e provoca rachadura no solo e nas estruturas das casas. A maioria das casas são datadas do século 17.  Isso nos preocupa”, afirma o cantor. O projeto tem a participação de mais de 17 mil pessoas e todos os meses tem a participação de vários artistas e convidados.


SERVIÇO

Quando:  23 de janeiro

Onde: Tropical Hotel

Quanto: pista por R$ 60, mesa para 4 lugares a R$ 600 e lugar no Camarote VIP Companhia Athetica a R$ 220 (todos meia-entrada).

Ponto de vendas: Unidades da Companhia Athletica ou pelo ingresse.com



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