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Minas Trend 2016 revela nomes que se destacam na cena fashion nacional

A equipe de A Crítica esteve na 18º edição do evento, que aconteceu em Belo Horizonte (MG) na última semana, e traz nessa reportagem os novos estilistas mineiros que estão fazendo sucesso na cena 11/04/2016 às 09:34 - Atualizado em 12/04/2016 às 12:02
Show ronaldo
Trabalho de Ronaldo Silvestre (fotos: Divulgação)
Laynna Feitoza * Manaus (AM)

Agulhas e linhas costumam nos contar mais histórias do que imaginamos. Quem geralmente entra no ramo da moda o faz ainda na infância, sob influência das costuras das mães ou avós, ou através da admiração por modelos e estilistas. A equipe de A Crítica esteve na 18º edição do Minas Trend 2016, que aconteceu em Belo Horizonte (MG) na última semana, e traz nessa reportagem os novos estilistas mineiros que prometem fazer a cabeça – e os looks – de muita gente por aí. Confira:

Ronaldo Silvestre

A cidade-berço do estilista Ronaldo Sivestre é Itabira, interior de Minas – e por acaso, também berço de nascença do escritor Carlos Drummond de Andrade. Ronaldo foi o vencedor do concurso “Ready To Go” – concurso que possibilita novas marcas e estilistas testarem os seus produtos no mercado. No Minas Trend, ele estava apresentando a coleção “O Piano”, inspirada no filme homônimo. “Leva o mesmo nome porque trata aquela dualidade da personagem principal, do amor que ela tem ao piano, do tocar que faz ela sair de uma ilha e ir pra praia”, destaca. A coleção é composta em jeans, organzas de sedas em viés e é fabricada pelo projeto “Tecendo Itabira”, cuja tecelagem é feita por ex-presidiários em uma comunidade afastada de Maringá (PR), com o intuito de reintroduzí-los no mercado de trabalho.

Ana Machado


Trabalho de Ana Machado

A estilista Ana  Machado bem que tentou não seguir os passos da mãe – que trabalha com moda há mais de 20 anos. Mas ela acabou se rendendo. Com o sobrenome italiano do pai, sua marca Caniglia - cuja primeira coleção estreou no Minas Trend 2016 - conta a história do bisavô dela nas criações. “Meu bisavô lutou na Primeira Guerra, na Itália, acabou pisando numa mina, machucou o pé e teve que sair. Se casou com uma mulher que já tinha um filho do primeiro casamento. Eles se casaram no pós-guerra, mas por conta do cenário lá, vieram para BH, pois tinham parentes aqui. Quando eles aqui se instalaram, meu bisavô começou a trabalhar com azulejos. O filho do primeiro casamento da minha bisavó veio para o Brasil 20 anos depois e trabalhava com serralheria, que foi a inspiração dos meus bordados”, conta ela. Uma das peças, em questão, tem o bordado idêntico ao da grade em que eles moravam. O que pode ser observado por meio de um monóculo na etiqueta da roupa – você olha e acaba vendo a imagem. “A cartela de cores da coleção corresponde às cores de álbuns de família, como preto, branco e sépia. A coleção em si conta com modelagens clássicas e usamos crepe, malha e tule para confeccioná-la”, comenta ela.

Lígia Lapertosa


Trabalho de Lígia Lapertosa

Desde os nove anos de idade, a mineira Lígia Lapertosa sabia que queria trabalhar com moda. “Desde criança eu pegava roupa da minha mãe, customizava e reformava. Nem parecia a mesma roupa de antes”, conta ela. Na sua festa de 15 anos, por exemplo, ela construiu um verdadeiro “shopping”. “Todas as paredes eram lojas e o bolo tinha cada andar dedicado a uma grande marca”, relembra. Aos 22 anos, hoje ela é dona da Tyyli, marca que segue a linha casual-chic, e ela conta que já fez bicos em casa de festas infantis como animadora para juntar dinheiro e abrir a marca. Quando a grife completou um ano e meio, Lígia foi para Paris, onde fez um curso no Instituto Marangoni – uma das maiores escolas de fashion design do mundo. Hoje ela está concluindo a graduação de moda em Belo Horizonte. “Minha marca conta com duas linhas: a casual e a linha esporte. Trabalho normalmente com seda, mas na última coleção trabalhei com camurça e malha, que é a que estou vendendo hoje. Na minha coleção de agora trabalhei muito com seda, musseline recortado a laser, um tecido chamado eternal, feito de algodão e elastano, e com um outro de malha também”, finaliza.

Camilla Torres


Trabalho de Camilla Torres

Formada em Psicologia, a estilista Camilla Torres trabalhou um tempo em um hospital psiquiátrico, mas já mexia com moda nas coisas da família. “Minha avó costurava e eu me interessava”, diz ela, que chegou a dividir seu tempo entre a psicologia e a moda. Ela então largou a primeira profissão, fez curso de design de moda e começou a trabalhar com vestidos de noivas e festas sob medida no “Camilla Torres Atelier”. Paralelo a isso, no fim de 2015 ela resolveu montar um projeto chamado “Benedita”, de moda praia.

“Aparentemente nada a ver com noiva e festas, mas ao mesmo tempo super a ver porque há uma preocupação gigante com modelagem, adereço ao corpo e conforto”, diz ela. Foi aí que, surgiu a coleção Mata-Maré, que tem essa proposta mineira da mata, já que em Minas não tem mar. “A preocupação da Benedita é que haja biquínis bem democráticos, para todas as mulheres e corpos, com peças versáteis como dupla face, estimulando a praticidade na hora de viajar”, pondera Camilla. Nas peças, Torres faz alguns pontos de jeans e franjas da mesma malha do biquíni cortadas à mão, para fazer referência às cascatas mineiras.

* A repórter viajou a convite da organização do evento

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