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Mitologia indígena inspira jogo de ação com protagonista feminina

Game produzido por estúdio de Recife será lançado para PS4, Xbox One e PC e terá jogabilidade inspirada em títulos consagrados como ‘God of War’ 20/11/2018 às 02:39 - Atualizado em 21/11/2018 às 14:43
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Araní vem do Tupi-guarani e significa “tempos turbulentos” (Fotos: Divulgação/Diorama Digital)
Tiago Melo Manaus (AM)

Anarí é uma guerreira da Tribo do Sol que parte em uma jornada para salvar seu povo da ira de Taú, um espírito maligno que foi aprisionado pelos deuses e que agora busca vingança. Essa é a premissa do novo game, batizado com o mesmo nome da protagonista, do estúdio recifense Diorama Digital, que tem como pano de fundo as mitologias indígenas da América do Sul, em especial a das etnias Tupi, Tupi-guarani e Guarani, além de lendas brasileiras como a do Saci.

Apresentado inicialmente, em 2016 para o edital da Ancine, o jogo, que foi aprovado em maio de 2017, teve sua produção iniciada em fevereiro deste ano após o estúdio receber o aporte. Até então, segundo o designer de jogos da empresa, Bruno Palermo, a equipe estava focada na pré-produção da obra, ou seja, em uma fase mais de estudo de cenários e na criação do universo.

“A ideia inicial era centrar o universo de Araní na mitologia sul-americana. No entanto, quando começamos a pesquisar e estudar, vimos que não há uma mitologia central determinada. Em vez disso, encontramos vários mitos nativos da América do Sul, nas mitologias Tupi, Tupi-Guaraní e Guaraní. Outro problema é que há pouco registro escrito destas mitologias e a maioria do que sabemos foi obtido através de entrevistas e relatos orais, o que gera mais inconsistência”, explicou o designer.

Um Novo Universo

Conforme ele, por conta dessas inconsistências, o estúdio optou por criar um universo ficcional que funcionasse como um apanhado destas mitologias, com referências aos mitos mais comuns, frequentemente compartilhados por mais de uma cultura nativa. “Também usamos de certa licença poética para incluir alguns elementos folclóricos, como o Saci, por exemplo, mas mantendo o foco na mitologia e numa visão mais madura e adulta destes mitos e lendas”, completou.

Tradicional em suas mecânicas, ‘Araní’ é um hack & slash (estilo que ficou consagrado por jogos como ‘Devil May Cry’ e ‘God of War’) que, nas palavras de seus criadores, não pretende reinventar a roda em termos de jogabilidade, mas sim trazer um novo universo mitológico completamente inédito para o gênero. A comparação com os jogos supracitados, surgida depois da divulgação do primeiro teaser do jogo, na visão de Palermo, é mais do que justa e mostra que a equipe está no caminho certo.

“Sendo nosso primeiro jogo, optamos por usar uma jogabilidade testada e aprovada, sem acrescentar muito neste sentido, e, com isso, manter os custos de desenvolvimento dentro do orçamento. Esta jogabilidade é fortemente baseada em Devil May Cry com alguns elementos do God of War. O maior valor do jogo é justamente este novo universo mitológico, completamente inédito neste gênero de jogos”, afirmou.

Estúdio Experiente

De acordo com Everaldo Neto, co-fundador do estúdio e diretor de arte do projeto ‘Araní’, o estúdio Diorama Digital começou suas atividades como estúdio em 2014, pouco tempo após o fechamento de um dos estúdios pioneiros no País em produção de arte conceitual, 2D e 3D para jogos AAA: a Playlore Gameworks.

“Nossa experiência inclui trabalhos com grandes IPs como The Elder Scrolls Online, Star Wars Galaxies, DC Universe Online, Monday Night Combat, Just Cause 2, entre outros”, afirmou ele.

Em 2015 surgiu a oportunidade para trabalhar em ‘Horizon Zero Dawn’, projeto em parceria com o Kokku Hub, no qual a Diorama foi responsável pela produção de sete das criaturas robóticas do jogo. “No mesmo ano iniciamos nossa divisão de desenvolvimento e após alguns trabalhos envolvendo jogos para campanhas publicitárias, surgiu a oportunidade de tirar da gaveta o projeto Araní”, concluiu Neto.

Frase

“A ideia por trás de Araní era fazer uma mulher forte e independente que pudesse encarar qualquer inimigo. Queríamos um personagem que inspirasse tanto mulheres como homens pela sua personalidade, ações e habilidades e não pelo aspecto físico. Escolhemos uma mulher para reforçar a noção de igualdade entre homens e mulheres”, diz Bruno Palermo, Game Designer.

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