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Mitos e verdades sobre o chocolate

A poucos dias da Páscoa, saiba o que  é mito e o que é verdade em relação ao chocolate 26/03/2013 às 11:54
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O chocolate tem verdadeiros apaixonados, independente dos prós e contras do seu consumo
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O dia 26 de março é o Dia do Cacau, fruta que dá origem ao chocolate, uma iguaria tanto amada quanto temida por muitas pessoas.  Com a aproximação da Páscoa é quase impossível não experimentar pelo menos um pedacinho de chocolate. Para os que ainda têm dúvidas em relação aos benefícios e perigos desta delícia, especialistas dão orientações para poder consumir chocolate sem temores.

A nutricionista e gastronomista Licínia de Campos fala sobre o alimento viciar algumas pessoas. Ela esclarece que o chocolate tem substâncias como feniletilamina, teobromina, anandamina e triptofano que catalisam químicas e neutrotransmissores otimizadores do humor, liberados para o cérebro. A feniletilamina é uma química encontrada no organismo semelhante às anfetaminas.  “Pesquisas acreditam que a feniletilamina provoca a liberação de dopamina nos centros de prazer do cérebro, semelhantes aos picos de orgasmos. Esta pode ser a razão pela qual algumas mulheres relatam preferir chocolate ao sexo”, explica a profissional.

A gastronomista orienta que a versão mais saudável é o chocolate amargo. “Ele ajuda a diminuir os riscos de pressão alta, colesterol alto e doenças cardíacas. O chocolate meio-amargo e amargo possuem vários benefícios à saúde: seu consumo regular pode aperfeiçoar a facilidade do fluxo sanguíneo e elasticidade das artérias, diminuindo a pressão, evitar o acúmulo de colesterol LDL, e proteger o coração dos danos causados pelos radicais livres”. O chocolate escuro possui alta concentração de antioxidantes, principalmente flavonoides, explica.

Quem pretender controlar o ganho de peso, a profissional alerta para a atenção na quantidade e no tipo de chocolate consumido. Outra questão importante é esclarecer que a versão diet do chocolate tem tantas calorias quanto o chocolate normal, a diferença é que se trata de um produto apropriado para diabéticos, pois é isento em açúcar. Para um baixo teor em calorias, prefira a versão light”, orienta a profissional.

Outras dúvidas frequentes:

Chocolate dá espinhas? Não existe uma comprovação científica desta afirmação. Entretanto, muitos jovens costumam reclamar do problema. Por ser um alimento gorduroso e rico em açúcares, existe a possibilidade de favorecer a produção de sebo por parte de algumas glândulas sebáceas na pele, sendo essa a explicação da causa de espinhas após seu consumo.

Chocolate branco tem cacau e cafeína em sua composição? Por definição, chocolate branco não é realmente chocolate. Ele contém manteiga de cacau combinada com leite, açúcar e outros ingredientes aromatizantes como baunilha a fim de criar a confecção cremosa conhecida como chocolate branco. Como a cafeína é encontrada nos sólidos do cacau e não em sua manteiga, o chocolate branco não contém cafeína.

Grávida pode comer chocolate? Chocolate é perfeitamente seguro para consumo durante a gravidez, mas a futura mamãe deve se atentar à quantidade por dois motivos: ele pode começar a substituir alimentos saudáveis e fornecer muitas calorias extras, levando ao ganho de peso excessivo; e por conter cafeína, o ideal é que haja o consumo da substância abaixo de 200mg por dia.

A nutricionista Lara Natacci defende o “ alimento proibido” para muitos. Segundo ela, se bem escolhido, o chocolate pode trazer benefícios à saúde. A nutricionista lembra que alguns tipos de chocolates são ricos em antioxidantes, substâncias que ajudam a evitar o acúmulo de metais tóxicos no organismo e melhorar a circulação.

Na hora de escolher qual comer durante a páscoa, fique atento: o chocolate que contém pelo menos 70% de cacau, por exemplo, é mais recomendado do que outros tipos, já que contém mais substâncias antioxidantes. “Uma porção de cerca de 30g, correspondente a uma barra pequena do chocolate com 70% de cacau, tem o conteúdo de substâncias antioxidantes equivalentes a uma maçã ou a uma taça de vinho tinto”, afirma Lara.

Os piores tipos a serem consumidos são os ao leite e o branco, pois são ricos em açúcar e gorduras, principalmente a do tipo trans. Para os chocólatras que não querem sofrer as consequências negativas na balança, a dica é não exagerar. “O consumo diário deve ser entre 10 e 20g”, explica a nutricionista.

Diabéticos e intolerantes à lactose

Mesmo no caso do chocolate diet, sem açúcar, para diabéticos, o consumo deve ser ocasional e em pouca quantidade, uma vez que este tipo de chocolate tem alto teor de gordura. “O recomendado, no geral, é ingerir no máximo entre 20 e 30 g, três vezes por semana, mas aqui também é necessário avaliar cada caso individualmente, por depender de condições orgânicas individuais, estágio da doença, tratamento, atividade física, sexo e idade”, complementa.

Já para quem tem intolerância à lactose, Lara alerta para que sempre se observe a composição do produto, bem como verificar o grau da intolerância. “Algumas pessoas toleram quantidades pequenas. Os chocolates meio amargos têm pouca lactose, alguns apenas traços da substância. Outros são isentos”, conta. Outra opção é o chocolate de alfarroba, que tem um sabor semelhante ao meio-amargo, ou o chocolate de soja.


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