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Moda mineira apresenta seu Verão 2017 na 18ª edição do Minas Trend

Jornal A CRÍTICA acompanha mais uma edição da feira de negócios relacionados à moda, em Belo Horizonte (MG) 06/04/2016 às 15:03 - Atualizado em 11/04/2016 às 15:19
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As modelos Isabeli Fontana e Carol Ribeiro desfilaram pela coleção de Fabiana Milazzo (Fotos: Divulgação/Agência Fotosite
Laynna Feitoza Belo Horizonte (MG)

Belo Horizonte (MG) - De mãos dadas com as tops Isabeli Fontana e Carol Ribeiro, a estilista Fabiana Milazzo encerrou o desfile de sua coleção para o Verão 2017 na 18º edição do Minas Trend – uma das mais tradicionais feiras de negócios relacionados à moda no Brasil. O desfile da coleção “Teen Spirit” foi o primeiro a abrir a passarela do evento na manhã de ontem (5), no Expominas. O Minas Trend 2016 acontecerá até amanhã (7).

Ao som de “Smells Like Teen Spirit” em uma versão erudita, o desfile cruzou a passarela às 10h (horário local). A música evidenciava bem o conceito da coleção, marcado por delicadeza, tons pastéis, bordados, rendas e pérolas mesclados a um toque mais grunge, repleto de camisas xadrez e acabamentos desfiados. “Minha ideia era criar uma peça que estivesse ‘desmanchando’, com aspecto meio destruído”, declarou Fabiana.

Com a ideia inicial do grunge, a estilista explica que voltou suas forças para o estilo xadrez. “E quis fazer um xadrez num tecido nobre. Por exemplo, eu fiz um musseline de seda recortando umas tirinhas e bordando elas com paetê de cristal. Eu gosto de levar a coisa do estilo casual para o estilo festa, e vice-versa. Pegar o que é nobre e fazer as pessoas usarem no dia a dia”, lembra ela. Na coleção, também havia tons como o off white, azul claro e nude, além de tecidos como cetim de seda e organza devore desenvolvida na Itália.

Brasilidade

O período da tarde no Minas Trend 2016 também foi marcado pelas cores hipnotizantes e brasilidade da coleção “As Mulheres”, da marca Plural, desfilada às 14h. Sob o comando da estilista Gláucia Fróes, as modelos traziam em seus corpos peças esvoaçantes nos tons de amarelo, laranja e rosé. “Queríamos fazer uma coleção para a mulher brasileira e para a mulher mundial. Porque acreditamos muito na igualdade de gêneros e que as mulheres são muito fragmentadas”, destaca a criadora.

Para compor a coleção, Gláucia contou que a equipe da Plural foi rumo ao Nordeste, para absorver os temperos estéticos e nuances da região. “A gente queria dar cor na história e daí fomos montando as colagens”, declara ela, que utilizou tecidos como o georgette plissado, renda de algodão, linho e malha. “O georgette deu aquela transparência nos looks. E as modelos também se encaixam nesse conceito mais brasileiro, fora dos padrões. Queríamos uma diversidade e tivemos mulheres de vários tamanhos e cores”, celebra.

Excentricidade

Criando diálogos entre o estilo oriental e o estilo andrógino, a estilista Sônia Pinto surpreendeu no último desfile do dia, que aconteceu às 16h. Os traços indefinidos de sua coleção deram o tom do inusitado e prezaram pelo balanço do corpo das modelos junto às peças soltas. Nos tons de preto, azul, off white e grená, as criações resultaram em algo contemporâneo e assimétrico, onde reinaram os veludos de seda pura, crepes japoneses, macramês, patchworks e retalhos de seda pintada.

O desfile de Sônia foi o mais esperado da tarde e realmente foi além: teve direito a uma estilista ovacionada durante sua aparição ao público após o desfile e que se rendeu à emoção – indo às lágrimas no backstage. “A gente tem que ter uma história e um lugar. Acho que para a mulher e o homem é imprescindível olhar mais para esse lado”, colocou Sônia, que revelou ter colocado nas peças a sua própria essência. “A moda para mim é isso: o que fica bem e o que te dá conforto. O que eu acredito na sedução é o balanço do corpo, do movimento. Porque a pessoa, nessa liberdade, se expressa”, finalizou.

* A repórter viajou a convite da organização do Minas Trend 2016

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