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Moda 'selfie' em destaque no mundo dos famosos

O verbete já figura desde agosto na edição online do glossário, traduzido como “uma fotografia que uma pessoa tirou de si própria, normalmente com um smartphone ou webcam, e que foi colocada numa rede social” 20/11/2013 às 09:37
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Adeptos do ‘selfie’ incluem inúmeras celebridades aqui e lá fora
JONY CLAY BORGES ---

Sabe aquelas fotos de celular que você faz de si mesmo/a para postar nas redes sociais? Em inglês, essas imagens são chamadas de “selfies” – redução de “self-portrait”, ou autorretrato em português. Pois bem, termo “selfie” se destacou tanto nos últimos meses que acaba de ser eleito palavra do ano de 2013 pelo tradicional dicionário Oxford. O verbete já figura desde agosto na edição online do glossário, traduzido como “uma fotografia que uma pessoa tirou de si própria, normalmente com um smartphone ou webcam, e que foi colocada numa rede social”.

A escolha do Oxford, claro, reflete a popularização da prática de se fazer autorretratos para postar nas redes sociais, alavancada por serviços como o Instagram ou o Facebook. Não que os autorretratos sejam novidade – a história da pintura e da fotografia é repleta de célebres exemplos, de Van Gogh a Andy Warhol –, mas se transformou num verdadeiro fenômeno com a ajuda de smartphones e tablets.

No Brasil, a prática do “selfie” já ganhou menção até na música popular, a exemplo do conhecido funk “Ela não anda, ela desfila”, de MC Bola. “Ela arrasa no look/ Tira foto no espelho/ Pra postar no Facebook”, diz um trecho da canção.

Famosos & anônimosProva do fenômeno que o “selfie” se tornou é o fato de não ser restrito a um lugar, faixa etária ou classe social, sendo praticado por quase todo usuário com perfil em alguma rede social. A lista de adeptos traz famosos como Luan Santana, Rihanna, Justin Bieber, Neymar, Lady Gaga e até o Papa Francisco, ao lado de milhões de anônimos, jovens e adultos.

Entre os adeptos em Manaus está a promoter e mãe, Alessandra Minikoski, que difunde seu visual, estilo pinup cheio de tatuagens, por meio de selfies principalmente no Instagram. “Minha visão pinup e cosmopolita não se vê em toda esquina. Gosto de mostrar o novo e o arcaico de quebrar paradigmas através da arte do autorretrato”, explica ela, que faz fotos selfie a cada semana. “Há um estereótipo de mulheres tatuadas estarem de preto e serem tristes. Eu vejo e aspiro beleza nas flores. Quero gritar, ‘Ei, sou feliz, não sou um rótulo’”.

O DJ Pan Dean, por sua vez, define sua relação com os selfies como “vício”. “Começou quando eu descobri o fotolog, em 2007”, conta ele, que tira fotos em todo tipo de situação. “Tenho fotos para publicar que tirei ontem, no Manauara, só que minha net não está ajudando”, reclama.

Conectados

Mas qual o significado maior da popularização dos selfies? Para o artista visual Adroaldo Pereira, a prática reflete um desejo “de aparecer”. “É uma vaidade que a Internet e as redes sociais despertaram nas pessoas. ‘Narciso acha feio o que não é espelho’ talvez seja um grande clichê que se renova”, aponta ele, que por outro lado se diverte com a moda: “É engraçadíssimo ver as fotos, gente que entra no elevador e faz foto. É uma coisa inventada pela mídia instantânea da Internet”.

O artista visual Turenko Beça acredita que por trás do fenômeno está a necessidade de interação no território virtual. Para ele – que está desenvolvendo um trabalho artístico sobre selfies, inicialmente intitulado “Mulheres da Net” –, a prática “é um movimento contra a coisificação do ser humano, de se sentir inserido no contexto onde todas as pessoas estão conectadas. É partilhar experiências em tempo real”.

Vaidade ou desejo de interação, o selfie já parece fazer parte do mundo conectado de hoje. Assim, leitor, não se sinta tão acanhado se passar na frente de um espelho e sentir vontade de tirar uma foto – você não está sozinho.

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