Sábado, 26 de Setembro de 2020
Vida

Moralismo de ‘Magic Mike’ frusta amantes do cinema

O filme conta a história do personagem do título, interpretato do Channing Tatum, ator que antes da fama foi um stripper



1.jpg Magic Mike começa com a promessa de ser pura diversão
05/11/2012 às 09:49

Um elenco recheado de atores saradões que mais bombam em Hollywood no momento, um diretor de peso como Steven Soderbergh e uma história sobre um stripper baseada em fatos reais. Tudo isso é a receita quase perfeita para atrair gente ao cinema. Pena que não é o caso de “Magic Mike”, que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros no último final de semana.

O filme tem seus méritos, claro (ainda mais com a maior concentração de abdômens bem definidos por frame), mas o longa desliza em alguns momentos, o que deixa a história até meio chata, pelo simples fato de forçar um moralismo desnecessário.



De peso

“Magic Mike” conta a história do personagem do título, interpretato do Channing Tatum, ator que inspirou a realização do filme, já que ele próprio foi stripper antes de alcançar a fama. Entre tirar a roupa para um monte de mulheres à noite, Mike divide o dia entre o sonho de ter seu negócio próprio e o trabalho em uma construção civil. E é no canteiro de obras que ele conhece Adam (o ator inglês Alex Pettyfer), que logo se torna seu protegido.

Um mundo de drogas, dinheiro, conquistas, cantadas e muitas tanguinhas e fantasias é apresentado ao espectador, que até se diverte, no início, com a comédia dramática dirigida por Soderbergh (de “Onze homens e um segredo”, “A rede social”). Mas a partir do momento em que o filme tenta reforçar o vazio da vida sentimental de Mike, a história se torna maçante, como se esse fosse o destino inescapável de todo stripper.

O juízo de valor faz com que a profissão de stripper seja demonizada, e mostra um filme completamente diferente do que foi mostrado no início: diversão sem compromisso.

Os destaques ficam para as danças de Channing e a forma de Matthew McConaughey, que aos 42 anos aparenta estar no auge da carreira.

Vale a pena, sim, ver para ficar por dentro dos bastidores do mundo dos clubes de mulheres, além, claro, de ver o rebolado dos astros mais cobiçados de Hollywood.

 


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