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ARTES CÊNICAS

Mostra inédita no Cine Guarany exibe espetáculos do repertório do Teatro Oficina

As sessões dos filmes acontecem nos dias 7, 14 e 21 de dezembro, sempre às 19h, com entrada gratuita 06/12/2018 às 12:40 - Atualizado em 06/12/2018 às 13:45
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Jennifer Glass/Divulgação
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Em homenagem aos 60 anos do Teatro Oficina Uzyna Uzona, companhia sediada em São Paulo, o Cine Teatro Guarany (avenida Sete de Setembro, anexo ao Palácio Rio Negro, Centro) realizará uma mostra inédita com o registro audiovisual de três peças do repertório do grupo, todas dirigidas por Zé Celso: “Boca de Ouro”, “Cacilda!” e “Bacantes”. As sessões acontecem nos dias 7, 14 e 21 de dezembro, respectivamente, sempre às 19h. A entrada é gratuita.

O Teatro Oficina completa 60 anos em 2018 em plena atividade artística e social. Surgido em 1958, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o grupo passou por diversas fases: desde os Anos Dourados, quando foram encenadas obras que revolucionaram a moderna dramaturgia brasileira, até o exílio durante os anos de chumbo da ditadura militar. 

“Os trabalhos do Oficina demonstram a força política e estética do grupo e sua resistência na cena paulista e brasileira. Essa mostra é a oportunidade de honrar a história do grupo dialogando com os fazedores de teatro do Amazonas”, afirma o diretor de centro culturais da SEC, Francis Madson.

Confira mais sobre os filmes que farão parte da mostra no Cine Teatro Guarany:

‘Boca de Ouro’

Escrita em 1959, Boca de Ouro é uma trama policial com flash backs de várias versões da investigação sobre a morte do bicheiro Boca de Ouro, feita por repórteres que entrevistam a ex-amante do criminoso, D. Guigui. 

“Boca de Ouro tem a qualidade becketiana, bossa nova do rigor da rubrica, do texto falado brasileiro. Toda a idiotia da objetividade de toda a subjetividade das várias versões servem para transmitir a energia intensa que irradia das personagens bárbaras que sonham sonhos ridículos como nossos sonhos mais secretos que afinal acabam sendo razão de vivermos”, afirma Zé Celso.

‘Cacilda!’

Primeira peça da tetralogia de José Celso Martinez Corrêa que conta a vida do maior mito do Teatro no Brasil, a mãe do teatro moderno brasileiro, a atriz paulista Cacilda Becker. A “tragicomediaorgya”, que foi escrita com a bolsa de dramaturgia Oswald de Andrade da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1990, ganhou o prêmio de melhor peça na ocasião. 

Em 1998, ganhou o prêmio estímulo Flávio Rangel para montagem, também da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e estreou em outubro de 1998, sendo considerada a peça do ano pela crítica especializada. Sucesso absoluto de crítica e de público, ficou 8 meses em cartaz no Teatro Oficina, sendo apresentada no festival de teatro de Recife em novembro de 2000.

‘Bacantes’

Trata-se da última tragédia escrita por Eurípedes, o terceiro grande dramaturgo grego, que dedicou a maior parte de suas peças a um conteúdo social, onde era frequente a ausência de mitos. Na velhice, é exilado na Macedônia em uma casa situada ao lado de um terreiro de velhas bacantes, onde escuta celebrações dos ritos da origem do teatro, preservados por elas. Eurípedes documenta e reconstrói esses ritos, bem mais remotos que ele, em 25 cantos e cinco episódios. A adaptação do Teatro Oficina estreou em 1996.

Serviço

Mostra 60 anos do Teatro Oficina Uzyna Uzona

onde:  Cine Teatro Guarany (avenida Sete de Setembro, anexo ao Palácio Rio Negro, Centro)

“Boca de Ouro”
quando: 7 de dezembro
hora: 19h

“Cacilda!” 
quando:  14 de dezembro
hora:  19h

“Bacantes”
quando:  21 de dezembro
hora:  19h

quanto: Entrada gratuita

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