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Motorista de ambulância denuncia recusa de atendimento em hospital de Manaus

Na manhã deste sábado (02), o motorista transportava Maria José da Silva com a filha, uma bebê de 6 meses, que está com pneumonia e coqueluche, e disse que a criança não recebeu atendimento adequado na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas 03/03/2013 às 15:38
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Motorista transportou mãe e filha do SPA Danilo Corrêa para a Fundação de Medicina Tropical. Ao ver que elas não receberiam atendimento adequado, o funcionário público as levou para o Hospital Joãozinho
acritica.com Manaus, AM

O motorista de ambulância e funcionário público da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SUSAM), José Matias de Souza, e a mãe de uma paciente denunciam o  tratamento dado aos usuários do Sistema Público de Saúde.

Na manhã desse sábado (02), o motorista transportava Maria José da Silva e a filha, uma bebê de 6 meses, que está com pneumonia e coqueluche, e afirmou que a criança não recebeu atendimento adequado na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas.

De acordo com ele, a mãe e a filha foram encaminhadas do SPA Danilo Corrêa para a Fundação Tropical, para que recebessem atendimento especializado. Segundo o motorista, um médico não identificado disse que não havia leito para a criança.

“Ele disse que não tinha onde colocar a criança, que teriam que ter ligado antes para instalarem ela lá. E disse que teríamos que levá-la para qualquer outra unidade responsável por crianças. Acho que o médico do Tropical nem chegou a ler o diagnóstico para saber o que o bebê tinha”, disse Matias. A criança foi reencaminhada para o Hospital Joãozinho - SPA da Criança. 

O motorista é lotado na Maternidade Nazira Daou, e também presta serviços de apoio ao SPA Danilo Corrêa e ao SPA da Galileia. "Inclusive na Maternidade e no SPA da Galileia há duas ambulâncias paradas, sem manutenção. As pessoas chegam lá, é dito que não há ambulância para transportar o paciente e os veículos não são consertados", ressaltou Matias. 

Resposta

A assessoria de comunicação da SUSAM informou, por meio de nota, que a criança foi reencaminhada para o Hospital Joãozinho porque a referida unidade dispunha de leito apropriado para a bebê.

"A paciente de 6 meses foi atendida na unidade, na manhã deste sábado e, ao contrário do que o motorista informou para a redação do Portal A Crítica, não houve nenhuma recusa por parte dos médicos em recebê-la. O médico que atendeu a criança tomou todas as medidas necessárias e a encaminhou para a UTI pediátrica do Hospital da Criança da Zona Leste, que possui leito de isolamento, como o caso exigia", disse a assessoria.

A nota informa ainda que “se a mãe da criança considerar que houve qualquer negligência ou rispidez no trato do médico com ela, pode procurar a diretoria da unidade ou a Ouvidoria, para formalizar a denúncia. A direção da FMT tomará todas as medidas cabíveis".


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