Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
ENCONTRO

Movimento realiza oficina de funk e roda de conversa neste sábado (25) em Manaus

Ação do grupo ‘Encrespa Geral’ irá abordar a criminalização do estilo musical e realizar atividades com oficina de dança. Evento acontece a partir das 14h, na Cúpula 902, Centro de Manaus



abbb93b1-fe92-4dad-b98c-0791ccdedfac_10864003-63EC-42A6-A836-EA6BC6F3ED77.jpg Foto: Divulgação
24/01/2020 às 16:58

Além de ser um ritmo musical brasileiro que rende muitos passos e coreografias características, o funk é uma expressão cultural que, apesar de originária de grupos sociais periféricos, entretém e diverte pessoas de todas as classes sociais, mas que sofre com preconceito e constante tentativa de criminalização. Para debater o tema, o grupo Encrespa Geral irá realizar a partir das 14h deste sábado (25), na Cúpula 902, Centro de Manaus, uma atividade com oficina de dança ministrada pelo dançarino e publicitário Victor Felipe, seguida de uma roda de conversa mediada pelo rapper Aruack.

A atividade é aberta, porém possui vagas limitadas, com participação mediante inscrição prévia em link disponibilizado na bio da conta do instagram @encrespageralmanaus (clique aqui para acessar). Por se tratar de uma casa particular, o endereço da Cúpula 902 também será repassado aos interessados que confirmarem presença por meio da conta na rede social. O espaço é gerido em conjunto pela artista visual Keila Serruya, o fotógrafo David Martins e o comunicador Marcelo Balaclavo.



O funk ganhou bastante notoriedade no cenário musical brasileiro, ocasionando, inclusive, na fundição com o brega, se tornando o brega funk tão tocado em 2019. São muitas as músicas que viraram hits lançadas nos últimos anos, porém o ritmo gera também repercussão por conta de prisões de mc’s, como o mc Poze, e DJ Rennan Penha, ambos acusados de apologia ao tráfico.

Conforme os organizadores do evento, são recorrentes também situações de violência em bailes funk em lugares onde essa cultura é mais popular, como no Rio de Janeiro e São Paulo. Existe ainda uma tentativa de criminalizar o funk. Em 2017, uma proposta de criminalização do funk foi enviada ao Senado, pelo web designer Marcelo Alonso, de São Paulo.

Jéssica Dandara, produtora e uma das organizadoras da atividade comenta sobre a importância de falar sobre esse debate em Manaus.

“A criminalização do funk faz parte de um processo histórico de marginalizar as práticas produzidas pela população negra. Isso aconteceu com o samba, a capoeira e agora o funk. O racismo sempre se reinventa. Mesmo essa repressão não acontecendo da mesma maneira aqui, o discurso de discriminação é o mesmo”, diz a produtora.

Aruack, que é finalista do curso de filosofia na UFAM e educador fará o diálogo sobre criminalização do funk e discorre sobre a sua aproximação com essa cultura.

“A minha aproximação com o funk é como a de todo garoto na periferia, a gente cresce escutando funk em todo lugar que a gente vai. Até o lazer é escutar o funk, a diversão na quebrada se volta à cultura periférica, que é o funk, além de ter o lance de tentar esquecer um pouco da realidade”, comenta o rapper, que finaliza falando sobre o tema da roda de conversa .“A criminalização do funk é a criminalização da cultura periférica”, pontua.

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