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Mulheres com histórico de câncer na família podem fazer cirurgia de mama antes que a doença apareça

Para evitar novos casos a Medicina vem usando a adenomastectomia, ou seja, a retirada da mama antes que o câncer se instale. A cirurgia, segundo especialistas, consegue diminuir de 90% a 95% a chance de ter o câncer na mama 06/02/2013 às 11:22
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Lenise Marques conta que sofreu muito quando soube que teria de fazer a cirurgia e o apoio da família foi fundamental
Náferson Cruz ---

A probabilidade de ter câncer de mama assusta muitas mulheres. Algumas delas, em particular, correm o risco muito maior por terem fatores hereditários que podem fazer com que elas, cedo ou tarde, desenvolvam a doença. O exemplo destes casos é a aposentada Lenise Marques, 65, que há quatro anos contraiu a doença (câncer) e teve que retirar um lado da mama.

Na família, seu pai, também chegou a ser diagnosticado com a doença no esôfago, mas não faleceu, sem que tivesse tratamento adequado.

Apesar do fator hereditário, Lenise contou que descobriu a doença após uma queda dentro de um ônibus que afetou seu peito. Ao buscar tratamento, Lenise foi diagnosticada com câncer na mama.

A notícia surpreendeu à aposentada assim como a família. “Foi um choque, mas tive que aceitar que fazer a cirurgia para a retirada”, lembrou.

Lenise disse que sofreu bastante, antes e durante a radioterapia. Foram 25 sessões. “Não desejo isso para ninguém, tive muita força para vencer, me apeguei muito aos meus netos, sobrevivi por eles”, contou emocionada enquanto abraçava dois de seus netos.

Retirada preventiva

Para evitar que casos anunciados aconteçam a Medicina vem usando a adenomastectomia, ou seja, a retirada da mama antes que o câncer se instale. A cirurgia, segundo especialistas, consegue diminuir de 90% a 95% a chance de ter o câncer na mama, igualando sua probabilidade à das mulheres comuns - 10%, em média.

Segundo o mastologista Luciano Brandão, que atende em média de um a dois pacientes por mês, o procedimento preventivo é feito quando é comprovada uma chance superior a 30% de o paciente contrair  o câncer no futuro, então ele é encaminhado à cirurgia. “Casos assim são raros e dependem de uma série de questões para se chegar à cirurgia”, explicou o especialista, que atende na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas Fundação (FCecon).

O primeiro passo para saber se a  paciente é de alto risco é ter histórico familiar, destacou  Luciano Brandão. “A paciente tem que saber que não é uma cirurgia estética, é preventiva. A mama perde a sensibilidade e a pessoa tem que pensar nisso antes de fazer”, pontuou. 

De acordo com a FCecon, o risco se torna potencial quando a mulher tem ao menos duas pessoas na família que sofreram com a doença. Mesmo quando não há parentes vivos, há possibilidade de se fazer a cirurgia desde que haja diagnóstico de um pré-câncer ou se comprovada a morte de parentes de primeiro grau pela doença. A cirurgia é indicada para mulheres que já tiveram filhos, porque depois da cirurgia elas não podem mais amamentar e não é mais possível prevenir o câncer genético com idade avançada.

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