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Humorista Murilo Couto fala ao BEM VIVER sobre carreira e sucesso na TV

Comediante se apresenta em Manaus no próximo dia 6, no palco do Teatro Direcional com o espetáculo "Eu só queria ser um artista amado e respeitado pelo Brasil" 23/04/2017 às 05:00
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Do Pará, Murilo Couto tem ganhado espaço na televisão e no teatro (Foto: Divulgação)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Ele é comediante, representou o Brasil na final de um concurso internacional de comédia, já atuou em Malhação, toca baixo na banda que divide com Tatá Werneck, trabalha em um dos talks shows de maior sucesso do país e só queria ser um artista, amado e respeitado pelo Brasil. Ou pelo menos é assim que Murilo Couto intitula seu espetáculo de stand up comedy que chega a Manaus no próximo dia 6, no Palco do Teatro Direcional, no Manauara Shopping para única apresentação a partir das 21 horas.

Em “Eu só queria ser um artista amado e respeitado pelo Brasil”, Murilo faz piada com coisas do cotidiano e toca músicas de sua própria autoria abordando temas “polêmicos” com muito bom humor. Em entrevista exclusiva para o BEM VIVER, o comediante fala sobre o inicio da carreira ainda em Belém, o sucesso do “The Noite com Danilo Gentilli” além de planos para entrar no mundo do rap.

Conta pra mim como começou tua carreira. Em que momento lá no Pará você achou que realmente era isso o que você queria pra vida?

Eu já fazia teatro. Estudava publicidade e trabalhava como produtor numa rádio. Quando abriu uma casa de comedia em Belém e o meu grupo de stand up começou a conseguir fazer shows em Belém a gente já desconfiou que dava pra parar de trabalhar de verdade pra viver de comédia. Um cachê de 25 reais por show. Pra tu ver como a gente apenas não queria trabalhar mesmo. 

Você passou por Malhação também. Me conta um pouco sobre essa experiência.

Foi demais. Poucas pessoas podem dizer que se formaram no ensino médio pelo Múltipla Escolha. Mas foi incrível, sair de Belém com 19 ou 20 anos e entrar na Globo. Eu parecia criança vendo que as paredes da casa eram feitas de papel e o mundo era uma mentira. Foi um tempo muito importante onde aprendi bastante. Principalmente que misturar vodka com pouco sono pode não ser uma boa ideia em ambiente de trabalho. 

Como surgiu a proposta para trabalhar no extinto Agora é Tarde que virou The Noite com Danilo Gentilli?

Do mesmo jeito que pra Malhação, por teste por causa do meu stand up. Eu já conhecia o Danilo de shows de stand up em bares de São Paulo. Quando ele estava formatando o programa, indicou praticamente todos os comediantes em atividade na região. Como eu tava por perto acabei entrando nessa e pelo baixo nível de comediantes acabei passando!

Você esperava que o programa fizesse esse sucesso todo? Como é o clima nos bastidores?

Não imaginava. Foi um tiro muito certo da Danilo e conhecendo ele melhor agora já devia desconfiar que daria certo. Ele é um cara que vive pro trabalho e muito consciente do que ta querendo fazer. O clima no programa é o melhor de todos. Trabalhamos entre amigos. O jeito de se tratar é bem parecido com o que vai ao ar, mas com mais palavrão. Quem entra pela primeira vez realmente acha que entrou na quinta serie. 

Recentemente você foi representar o Brasil lá no exterior no concurso para encontrar a pessoa mais engraçada do mundo. Como foi o processo e como foi se apresentar lá fora?

Nunca entendi o processo. Me mandaram e-mail perguntando se eu queria participar. Claro que topei. Arrumei um show com sete gringos na platéia e gravei meu primeiro stand up em inglês, foi um lixo. Quando vi eu estava na final. Mas no dia do show falei palavrão e tinha uma regra (secreta pelo jeito) dizendo que não aceitariam palavrões. Perguntei pro dono do concurso onde as regras tinham sido enviadas e ele disse que o assistente esqueceu de me mandar. Top!

Já da pra pensar em uma carreira internacional?

Of course. Im ready to be the king of the motherfucking world

Além de comediante você um dos baixistas mais invejados do país junto com a fenomenal banda Renatinhos. Como começou essa brincadeira?

Sou um grande baixista e o rockeiro mais violento do país. Já até toquei no Porão do Alemão em Manaus e foi um dia marcante. A banda Renatinho começou há muitos anos. A Tatá ainda estava na MTV. Mas realmente é um projeto que só existe na nossa cabeça. Provavelmente nunca vai ter um CD ou um show. Uma banda que morreu antes de nascer. Poderia se chamar "aborto".

Essa é a tua primeira vez em Manaus? 

Não. Já fui muitas vezes pra Manaus e mesmo sendo de Belém nunca roubei ninguém ai. Gosto muito de ir ai. Todos os shows que fiz foram legais demais. A galera da cidade gosta muito de comédia e isso faz com que a gente tenha muita vontade de voltar!

Bem, você toca baixo, é comediante, representou o Brasil na final de um concurso internacional de comédia, já atuou em Malhação, trabalha em um dos talks shows de maior sucesso do país. O que ainda ta faltando pra você ser um artista amado e respeitado pelo Brasil?

Talento. 

Quais os próximos planos na tua carreira?

Agora tenho um canal no Youtube e vou me lançar como rapper. Sei que vai causar um racha na cena. É uma presença muito forte e o Emicida já ta se sentindo ameaçado. Mas não tenho o que fazer. Minha alma não para de rimar e eu preciso por isso pra fora. Então aguardem o novo rapper. Emicouto. O emicida brasileiro. 

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