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Carnaval

Musas da mídia e da folia: elas são destaque nas bandas dos bares e escolas de samba

Nesta reportagem, conheça quatro personalidades da mídia amazonense que são os destaques de seus núcleos e que vão brincar, sobretudo, de serem felizes na folia 12/02/2017 às 05:00 - Atualizado em 13/02/2017 às 11:45
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Apresentadora Nathália Nascimento em entrevista ao programa EnCircuito (Reprodução)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

As escolas de samba, bem como as bandinhas de Carnaval da cidade, já tem as musas para chamar de suas: com os vestidos brilhantes e rodados, estandartes nos braços e um sorriso no rosto. Elas carregam a responsabilidade de exibir o símbolo e a tradição das escolas ou das bandas em que brincam, e conquistam legiões de admiradores nas ruas, blocos e avenidas. Nesta reportagem, conheça quatro personalidades da mídia amazonense que são os destaques de seus núcleos e que vão brincar, sobretudo, de serem felizes na folia. 

Quando a bateria começa a tocar, Nathália Nascimento não consegue ficar parada. A apresentadora do Magazine (TV A Crítica) foi convidada para ser madrinha de bateria da G.R.E.S. Vitória Régia e aceitou na hora. Nath conta que está focada nos treinos aeróbicos para aguentar o pique da avenida. Ela também ensaia três vezes por semana e está encantada com o berço do samba. “Minha fantasia está diretamente ligada ao tema da escola esse ano que é ‘Justiça’, e já estou super ansiosa pra fazer a prova final da fantasia e poder pisar na avenida com toda energia, alegria, e muita festa que o carnaval é capaz de proporcionar”, declara ela.

Rito

Porta-estandarte da banda da Bica há nove anos, a jornalista Emyle Araújo assumiu o posto no dia em que a rainha anterior simplesmente não apareceu. Com o tempo, o carisma da moça a transformou em uma das figuras femininas mais importantes do Carnaval manauara. “Para mim, a Bica é o meu ano novo, um rito de passagem. Por ser na frente da igreja, às 16h”, diz ela. A relação de Emyle com seus trajes é quase espiritual. “Ano passado a banda foi perto do dia de Iemanjá, então fui fantasiada de Iemanjá. Esse ano eu vou vir de cigana, representando esse lado que eu acho que tenho, da liberdade, dança e música”, afirma ela, que também é diretora de comunicação da G.R.E.S. Aparecida.

Lembranças

Criada ouvindo Clara Nunes e Cartola por conta da família com raízes cariocas, a jornalista gaúcha Geísa Frohlich, ao conhecer o bar do Caldeira, lembrou da infância vivida em meio ao Bloco de Rua na Dias da Cruz, no Méier (RJ). “A proposta deste templo sagrado me encantou e sempre apostei dos eventos, ajudando também na divulgação”, diz ela, que virou porta-estandante do estabelecimento devido à gestação da porta-bandeira anterior. “Como sou atriz, encarei esse desafio como um trabalho com uma nova personagem. Vejo a porta estandante como uma princesa do samba, que carrega o símbolo do bloco/escola. É uma baita responsabilidade”.

Superação


(Foto: Nauzila Campos)

Na terra da apresentadora Bhia Borges, Carnaval é tradição. Nascida no estado do Rio de Janeiro, ela conta que escolheu a escola do coração com oito anos: G.R.E.S. Padre Miguel (RJ). Morando em Manaus, ela recebeu o convite para ser musa da G.R.E.S. Vitória Régia. “No início houve críticas e resistência por parte de algumas pessoas pelo fato de eu não ser amazonense e não sambar como as pessoas daqui... as amazonenses são maravilhosas! Sambam incrivelmente! Fico babando (risos)! Mas esse não é meu papel... costumo dizer pra rainha de bateria que sou só a coadjuvante”, afirma ela, lembrando que foi muito bem acolhida pelas passistas da verde e rosa. “Me sinto em casa, aprendo com elas a cada ensaio”.

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