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Museu do Folclore Boi Caprichoso resgata memória secular a partir de 2017

As 100 primeiras fotos mais curtidas da campanha #MuseuCaprichoso a ser lançada na internet farão parte do painel de entrada do museu. 04/11/2016 às 17:01
Show museucaprichoso
Discografia, livros, materiais gráficos, roteiros de arena como de Lurdita Lago, Simão Assayag até a publicação mais recente, comporão o acervo.
acritica.com* Manaus (AM)

Memórias da cultura secular do Boi-Bumbá Caprichoso serão narradas ao mundo a partir do ano de 2017. O Boi-Bumbá Caprichoso entra para a história, com a inauguração do primeiro museu do folclore do município de Parintins, por meio do Departamento Cultural Ednelza Cid. O projeto pioneiro, intitulado “Museu do Folclore Boi Caprichoso”, marca o início da gestão do presidente, Babá Tupinambá, e do vice-presidente, Jender Lobato.

O compromisso da Diretoria Executiva é de resgatar como se desenvolveu a brincadeira secular para contar a evolução do boi da estrela na testa. Quintais, casas, terreiros, ruas de chão batido, currais, famílias, cidades, estados, continentes, somados aos 51 anos do Festival Folclórico de Parintins, traçam o percurso da geografia histórica do boi de pano, criado na aurora do século 20, em 1913, pelo migrante nordestino, natural de Crato, Ceará, Roque Cid.

O coordenador do Conselho de Artes do Caprichoso, Ericky Nakanome, afirma que a criação do museu inaugura um fomento importante para a cultura parintinense. “Nós temos uma produção cultural fantástica nesse legado de mais de 100 anos do Boi Caprichoso e de mais de 50 anos de festival. O Caprichoso, preocupado com a memória e com história de suas tradições, pensa em fomentar o Departamento Cultural por meio de ações conjuntas”, explica.

Os resultados serão diretos e importantes para comunidade. Um dos primeiros passos é voltado para as pessoas que construíram a história do Boi-Bumbá Caprichoso. “Será o Museu do Folclore Boi Caprichoso. Esse museu tem uma importância gigante, por se tratar de uma conquista há anos o Caprichoso pensava, mas não teve o momento de fazer. Hoje, nós temos um espaço bom, bem situado no centro de Parintins, próximo ao cais do porto, em cima do escritório”, pontua o conselheiro.

Uma equipe de artistas pensa em colocar o boi social para além da arena. “A questão da memória é muito importante nessa gestão. O Boi Caprichoso, por meio do museu, vai atender a história de uma comunidade que tem participação e ligação com os bairros da Francesa, do Palmares, Aninga e outros lugares por onde passou desde o primeiro curral na Rua Sá Peixoto até o último curral de dono na Rua Cordovil”, ressalta Nakanome.

Campanha, acervos e tecnologias

Sócios e torcedores são convocados a participar da campanha Memória Caprichoso para a construção do museu. “A iniciativa é do Caprichoso, mas é uma ação coletiva. Então, você que tem uma peça para o nosso acervo, seja ela uma peça da discografia do boi, seja ela um objeto que fez parte da construção da história do nosso boi, um instrumento, uma foto, uma camisa. Doe para o Boi-Bumbá Caprichoso. Nós vamos fazer o registro”, frisa Ericky.

As 100 primeiras fotos mais curtidas da campanha #MuseuCaprichoso a ser lançada na internet farão parte do painel de entrada do museu. “Você que tem uma foto, digitalize em uma boa qualidade, poste no facebook e use a hastag MuseuCaprichoso. Esse museu tem a proposta de fazer um passeio pela história do Caprichoso, por meio de sua discografia, desde o início dos folhetos, fitas cassetes, os dois LP, seu primeiro CD, DVD, Blu-Ray e documentário”, acrescenta Nakanome.

Discografia, livros, materiais gráficos, roteiros de arena como de Lurdita Lago, Simão Assayag até a publicação mais recente, comporão o acervo. Também estarão presentes no museu figuras icônicas da festa e a evolução do boi desde a armação de cipó ao boi de pano atual. “O acervo já tem um caminho com material de publicação, de revistas, mas quem tem um objeto, pode emprestar ao Caprichoso, claro, dentro de uma documentação, junto ao sócio, torcedor e administração do museu”, informa.

Esses acervos ficarão expostos, mesmo sem pertencer ao Boi Caprichoso. “Isso vai facilitar um acesso muito grande e o Caprichoso entende que essa era uma dívida enorme que o boi tinha com sua história. Hoje, nós vamos sanar essa dívida com a criação desse museu”, destaca o coordenador do Conselho de Artes. Dentro do museu, haverá uma praça com acesso para a Loja Caprichoso, onde serão comercializados diversos produtos oficiais.

Depois, quem estiver no espaço vai subir para um passeio, conduzido pela lamparina de Lioca por toda a história do Boi Caprichoso, com registros das famílias azuladas. “Esse projeto com certeza é um marco para a memória de Parintins. O Boi Caprichoso inicia um novo tempo dentro da questão da memória. Um dos nossos objetivos é chegar ao nível técnico, no qual o museu terá questões ligadas as novas tecnologias”, revela Ericky Nakanome.

Após a inauguração do museu, o Boi Caprichoso pretende usar tecnologias. “Vamos, além do acervo físico, criar softwares e material para a questão digital. Você vai poder fazer uma visita dentro desse museu e, não só ter acesso ao material físico, mas ter acesso de maneira muito rápida as músicas selecionadas como de figura típica, exaltação folclórica. É um orgulho imenso lançar esse museu e inaugurar com a família amazonense no início de 2017”, enfatiza o conselheiro.

*Com informações de assessoria 

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