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Intercâmbio

Música, cinema e dança do Amazonas participam de circulação regional

Sesc Amazônia das Artes selecionou três projetos amazonenses para percorrer Estados da Amazônia Legal e Piauí 12/04/2016 às 10:07
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Show “Travessia” terá uma concepção cênica que vai dialogar com o audiovisual (Kely Priscila/Divulgação)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

A cultura vai conectar mais uma vez os nove Estados da Amazônia Legal e Piauí durante a nona edição do Sesc Amazônia das Artes, uma iniciativa dos departamentos regionais do Serviço Social do Comércio que promove o intercâmbio de artistas do Norte. E neste ano, o Amazonas estará representado nas categorias de música, cinema e dança com os projetos “Travessia”, da banda Casa de Caba, “A rua – o corpo urbano”, da produtora Picolé da Massa, e “Réquiem para dois”, da Cia. De Intérpretes Independentes.

O Sesc Amazônia das Artes será uma oportunidade e tanto para a Casa de Caba, que está prestes a lançar seu primeiro disco, ainda em fase de produção. Criada em 2012, a banda autoral já tem um trabalho consolidado no cenário da música amazonense e caiu no gosto do público com sua fusão de sonoridades, como maracatu, coco, valsa, rock e baião.

O baixista Samir Torres conta que o grupo circulará nos meses de maio (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins) e agosto (Amapá, Maranhão, Pará, Piauí e Mato Grosso) com o show multimídia “Travessia”, baseado em um repertório de 13 músicas, entre inéditas e outras que os músicos vêm apresentando nos últimos anos.

“Participamos de uma audição com os curadores do Sesc no ano passado e o feedback foi bem positivo, eles gostaram muito do trabalho”, lembra. “Estamos empolgados e nos preparando para dar o melhor para que a nossa música chegue mais longe”.

Antes de iniciar esse circuito, porém, a banda fará a masterização do seu primeiro álbum, ainda sem data de lançamento. O trabalho leva a assinatura do produtor Bruno Prestes e vai trazer a marca registrada da Casa de Caba, a experimentação sonora. A banda é formada por Magaiver Santos (Voz e Violão); Moisés Costa (Voz e Guitarra); Samir Torres (Voz e Baixo); Alfredo Jatobá (Flauta); Paulo Pereira (Percussão); Erika Tahiane (Percussão); Josias Moraes (Bateria).

Cultura Hip Hop

Nas mostras de cinema, o Sesc Amazônia das Artes também exibirá o curta-metragem “A rua – o corpo urbano”, da produtora manauara Picolé da Massa. O documentário de dez minutos, dirigido por Keila Serruya e exibido no 9º Festival Visões Periféricas (RJ), é resultado do projeto de ocupação artística “A Rua na Dança – O Corpo Urbano”, realizado em 2014 nas cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e Manacapuru.

Durante as intervenções, dois artistas da dança de rua se apresentavam ao som de um paredão comandado por um DJ e um MC, enquanto vídeos eram projetados. A iniciativa foi contemplada com o Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua (Circo, Dança e Teatro) de 2013.

Segundo um dos produtores, Thiago Hermido, a ideia do documentário que circulará pela Amazônia é apresentar o processo de criação do projeto “A Rua na Dança”. “O curta traz o registro dessas performances, entrevistas com os intérpretes, com os idealizadores e demais participantes”.

Dança contemporânea

Um grande banco de madeira de demolição e uma plantação de crisântemos em uma área coberta de barro fazem parte da cenografia de “Réquiem para dois”, espetáculo de dança contemporânea com o qual a Cia. De Intérpretes Independentes percorrerá a Amazônia Legal a partir de maio.

Com direção de Ricardo Risuenho, que divide o palco com Anna Raphaella Costa, o trabalho aborda o conceito de morte como parte de um ciclo temporal e a dificuldade do ser humano de não aceitar seu fim.

“Tive como base as pesquisas de movimentação dos membros superiores que nossa companhia desenvolve há 10 anos. ‘Réquiem para dois’ enfoca a perda, não de quem vai, mas de quem fica”, afirmou Risuenho.

O espetáculo foi remontado em abril de 2015 no Espaço das Cias. e voltou a ser encenado no mês passado dentro da programação do projeto “Artes em 14”, contemplado com o Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2015.

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