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Músico Edgard Montrezol representa o AM em Festival Internacional de Violões

O violonista mora no Amazonas desde a adolescência e foi convidado pelo maestro venezuelano Carlos Mendez para compor o festival, em Boa Vista 11/11/2014 às 13:08
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Edgard também irá ministrar workshop sobre música barroca no festival. Ao lado, ele aparece com Aleh Ferreira
Laynna Feitoza ---

O músico Edgard Montrezol é o único selecionado do Amazonas para participar do I Festival Internacional de Violões da Floresta Amazônica, que acontece em Boa Vista (RR) durante esta semana. O violonista se apresenta no próximo dia 14, às 20h, na Praça Germano Sampaio, uma das áreas mais populosas da periferia boavistense. O músico será acompanhado pela Orquestra de Câmara de Boa Vista, do Instituto Boa Vista de Música e executará a audição de estreia do Concerto de Violão para Orquestra Opus 64, de autoria do compositor Aleh Ferreira.

Natural de São Paulo (SP), Edgard mora no Amazonas desde a adolescência e foi convidado pelo maestro venezuelano Carlos Mendez para compor o rol de profissionais do festival. “Em 2006 eu toquei com o compositor Aleh Ferreira no Festival Amazonas de Ópera, a convite do maestro Malheiro. Depois desse concerto, Aleh começou a escrever o concerto de violão para orquestra. Há um mês recebi o convite do maestro Carlos Mendez, que trabalhava junto com a Orquestra Simón Bolívar, muito conceituada mundialmente. E foi quando surgiu o convite para eu participar como professor deste primeiro festival”, ressalta.

Além de executar a obra, Montrezol também ministrará hoje no festival – iniciado ontem (10) e que irá até sexta (14) - um workshop sobre música barroca, a integrar as atividades paralelas do evento. “O diferencial é que estarei tocando um violão de 13 cordas específico para música barroca. Há um instrumento super antigo chamado alaúde barroco, e por conta disso estarei falando sobre a importância de um instrumento com a tessitura maior”, destaca o violonista, que salienta o intercâmbio de informações como um dos principais ganhos a extrair do festival.

Criação

O compositor Aleh Ferreira – que já compôs um concerto de clarinete e flauta gravado com a Orquestra de Moscou, na Rússia - ressalta a excelência de Edgard como artista e oferece mais detalhes sobre a obra que compôs. “Eu fiz o concerto para Edgard executar, ele é um excelente músico. Ele tocará com um violão solo, e o que o acompanha é uma orquestra que possui cordas de violino, cello, contrabaixo e instrumentos de madeira, a exemplo do oboé, clarinetes e fagotes”, lembra o compositor, que começou a compor a obra em 2006 e a finalizou em 2008.

A peça possui três movimentos: o primeiro é definido por Ferreira como alegre; o segundo tem uma carga extra de melancolia; e o terceiro possui uma característica que vem instigando a curiosidade do mundo inteiro, com uma sonoridade alegre e citações de sambas e choros. Tais características tornam a obra inédita no sentido de ser executada pela primeira vez, e inusitada quando se fala da mistura de tais gêneros em um concerto de violões. A obra está inclusive na mira do renomado violonista mexicano Arturo Castro, residente na Alemanha. “Ele está encantado pela peça. Há a grande possibilidade da partitura da obra ir para lá”, afirma Aleh Ferreira.

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