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Na corda bamba: Slackline estimula o corpo e a mente

Nascida do ócio criativo de escaladores californianos, em meados dos anos 1980, a modalidade hoje é procurada por quem quer desenvolver a consciência corporal e tudo o que resulta daí: equilíbrio, reflexo, autoconfiança e disciplina 25/05/2013 às 16:59
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Sabrina Dutra e Nathália Costa, do grupo Slack Jungle, costumam treinar no CSU do Parque 10
rosiel mendonça Manaus

Andar na corda bamba não é mais exclusividade dos acrobatas. Considerado o esporte do momento, o slackline (linha folgada, em inglês) tem atraído cada vez mais pessoas que buscam, a alguns centímetros do chão, uma válvula de escape para o dia a dia corrido. Nascida do ócio criativo de escaladores californianos, em meados dos anos 1980, a modalidade hoje é procurada por quem quer desenvolver a consciência corporal e tudo o que resulta daí: equilíbrio, reflexo, autoconfiança e disciplina.

Para a instrutora de slackline Nathália Costa, do grupo Slack Jungle, o esporte não só ajuda no bem-estar, mas contribui para manter a saúde em dia. “Você trabalha todos os músculos do corpo para se manter em equilíbrio na fita. O slackline é um dos poucos esportes com alta queima de calorias sem muito esforço”, disse. Segundo ela, o esporte também é usado como fisioterapia no tratamento de lesões no joelho e com pacientes que sofreram AVC.

Para quem pratica, o slackline é encarado como um meio de descobrir o próprio corpo – quem afirma isso é o instrutor Guilherme Cal, do Amazon Slack, grupo que introduziu a prática no Estado. “Ele ajuda você a se encontrar não só fisicamente, mas mentalmente também, porque exige concentração e força de vontade. Quando a pessoa sobe na fita pela primeira vez, ela acha que não vai conseguir, mas depois acaba fazendo coisas que nem imaginava”, afirma.

Modalidade híbrida
Uma vertente ainda mais zen do esporte é a slackyoga, que leva movimentos yogi para cima da fita. O músico cravista Átila de Paula é apontado como o único que praticava a modalidade em Manaus – para concluir sua formação artística, ele teve que trocar o Parque do Mindu, onde costumava treinar nas manhãs de fim de semana, pelas praias do Rio de Janeiro.

Segundo ele, a slackyoga é um híbrido criado por mestres yogi dos Estados Unidos, há menos de uma década, por isso ela ainda tem poucos adeptos. Expansão da consciência e controle das emoções são os principais benefícios que ele destaca. “A sensação depois de um treino é de extrema leveza e de energização para o resto do dia”, garante.

Átila explica que vídeos e DVDs produzidos pelo grupo YogaSlackers, a primeira e única equipe oficial no mundo a adotar a modalidade, podem facilmente ser encontrados na Internet. “Eles ensinam a qualquer praticante trivial de slackline os princípios da slackyoga. Depois, você segue sozinho e vai aproveitando”.

Dicas para iniciantes
Assistir a vídeos é uma ótima maneira de assimilar as técnicas de cada atleta e melhorar a evolução no esporte. Para conferir mais dicas de como dar os primeiros passos sobre a fita, vale a pena visitar o site da Gibbon, que possui linhas de produtos voltados à prática esportiva: http://bit.ly/12ZQSeD.

Slackpoints
Em Manaus, os lugares que costumam ser usados pelos praticantes são: CSU do Pq. 10, Ponta Negra, Prosamim Igarapé de Manaus, Praça do Cj. Kíssia, Praça do Cj. Tiradentes, Praça do Dom Pedro e Hotel Tropical.

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