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‘Naquela época, essas classes dos gays e negros não se ofendiam’, diz Renato Aragão

Em entrevista à revista ‘Playboy’, o ator que tem mais de 50 anos de carreira falou sobre os limites do humor, as críticas direcionadas à ele e a Rede Globo 06/01/2015 às 14:40
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Renato disse que antigamente gays e negros sabiam que as piadas eram apenas 'brincadeira'
acritica.com ---

O ator e humorista brasileiro, Renato Aragão afirmou durante entrevista à revista “Playboy” que o humor politicamente incorreto virou uma perseguição.

Com mais de 50 anos de carreira, Renato disse que antigamente gays e negros sabiam que as piadas eram apenas 'brincadeira', e não se ofendiam como atualmente. "Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam. Elas sabiam que não era pra atingir, para sacanear", disse o artista.

Ainda em entrevista à revista, que chega às bancas nesta terça-feira (6), o humorista defendeu que as brincadeiras da fase de “Os Trapalhões” (1966 - 1995) eram coisa de criança, de circo. "A gente fazia como uma brincadeira, era brincadeira de circo entre mim e o Mussum. Como se fôssemos duas crianças em casa brincando. A intenção não era ofender ninguém", destacou.

Para o eterno Didi, personagem que ficou marcado em sua trajetória como artista, hoje em dia o respeito é muito mais ponderado. "Todas as classes sociais ganharam a sua área, a sua praia, e a gente tem que respeitar isso", disse.

Apesar das polêmicas, ele disse não se incomodar com as críticas recebidas como Trapalhão. "Eu nunca liguei para isso, nem vou ligar. Tinha gente que criticava meus filmes sem assistir! Mas, quanto mais eles me malhavam, mas crescia o bolo, mais dava bilheteria", frisou.

Com contrato renovado até 2017 com a Rede Globo, o ator comemora 55 anos como Didi e completa 80 anos de idade no dia 13 de janeiro. A emissora também é defendida por ele durante a entrevista. "O programa explode e é: 'Ah, por que a Globo, em vez de fazer aquele programa, não doa o dinheiro para o povo?' É cruel isso. Eu não admito que falem mal [da Globo]", cita.

“Os pseudocineastas ficavam umas araras porque os filmes deles não encostavam [nos filmes dos Trapalhões]. Chegava um nordestino com um rolo compressor e passava por cima", completou.

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